Senador Walter Pinheiro lamenta perda do grau de investimento e cobra atitude do governo Rousseff

Senador Walter Pinheiro: " A crise me provoca menos temor do que atitudes tomadas em relação ao enfrentamento da crise”.

Senador Walter Pinheiro: ” A crise me provoca menos temor do que atitudes tomadas em relação ao enfrentamento da crise”.

O senador Walter Pinheiro (PT-BA) lamentou, em discurso na noite desta quarta-feira (09/09/2015), a  perda do grau de investimento do Brasil pela agência Standard & Poor´s (S&P). Para ele, é preciso mais iniciativa e mudança de atitude do Governo. “A perda do grau de investimento é muito ruim. Precisamos mudar de atitude. A crise me assusta menos do que a falta de iniciativa. A crise me provoca menos temor do que atitudes tomadas em relação ao enfrentamento da crise”, afirmou.

Ele lembrou que o Senado Federal já havia sinalizado com medidas importantes para a retomada do crescimento quando um conjunto de senadores foi chamado para conversar com representantes do Executivo. Entre elas, o senador citou a reforma do ICMS, que aguardou uma definição do governo sobre a proposta de repatriação dos recursos de brasileiros no exterior, que virá em forma de Projeto de Lei do Executivo com urgência constitucional. “Se o governo tinha essa dúvida quanto ao instrumento, quanto à questão do vício de iniciativa, que enviasse para cá imediatamente o projeto de lei, como está afirmando que fará agora. É nessa questão que nós temos trabalhado”, lembrou.

Ele afirmou que qualquer aumento da carga tributária terá reação contrária no Congresso: “Hoje à tarde, nós tivemos uma reunião com o ministro [do planejamento] Nelson Barbosa. Todos os senadores que estavam naquela reunião foram enfáticos e peremptórios em afirmar que não compete ao Senado da República dar resposta sobre se o Governo deve ou não deve, pode ou não pode enviar para cá proposta de alteração dessa nossa já pesada carga tributária, até porque, eu diria até de chofre, de início, já para abrir a conversa, que é mais do que correto que o Congresso, inclusive, reaja contra a criação ou a majoração de tributos e impostos. É natural”.

Pinheiro crê que, quanto mais a taxa de juros é elevada, mais se inibe a possibilidade de investimentos, ainda mais com o aumento da carga tributária: “Portanto, isso não é um estímulo. Isso é uma ducha de água fria em qualquer um que ainda, nesse tempo de crise, pudesse enxergar a possibilidade de se animar para vir à chamada seara do investimento. Esse não é o caminho mais correto para  o enfrentamento desse quadrante que nós atravessamos, de dificuldade. Tanto é verdade isso que o resultado agora da perda do grau de investimento nos coloca em uma situação mais delicada ainda. Ora, se tínhamos dificuldades, agora teremos dificuldades maiores. Carece, neste momento, da possibilidade de o Governo botar para funcionar, tomar atitudes”. Por fim, ele sugeriu ao governo que identifique e incentive, por meio de crédito, setores da economia com potencial para voltar a produzir. “Não acredito que o Brasil é um caso perdido, ou uma empresa quebrada, eu ainda tenho esperança”, concluiu.

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