Salvador sedia simpósio sobre emergências médicas

Dr. Guilhardo Fontes Ribeiro coordena o Simpósio.

Dr. Guilhardo Fontes Ribeiro coordena o Simpósio.

Muitas doenças graves apresentam sintomas sutis. O diagnóstico preciso e precoce pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Para abordar o assunto, Salvador vai sediar o Simpósio de Emergências Médicas, nos dias 11 e 12 de setembro de 2015, na Associação Bahiana de Medicina (ABM), em Ondina. O evento, coordenado pelo pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, diretor acadêmico da ABM, deve reunir médicos, estudantes e residentes que dão plantão nas emergências para discutir temas e trocar experiências sobre a prática diária. As inscrições são gratuitas. Informações pelo site http://www.abmeventos.org.br.

Entre os assuntos que serão discutidos no Simpósio, estão Pneumonia Adquirida na Comunidade, Tromboembolismo Pulmonar, Hemorragia Digestiva, Insuficiência Hepática Aguda, Insuficiência Adrenal Aguda e Septicemia (infecção generalizada grave). “Discutiremos temas comuns ao dia a dia do profissional que trabalha em emergências”, diz o médico Guilhardo Fontes Ribeiro. “Seja por uma virose, um simples engasgo ou uma doença grave agudizada, as emergências médicas vivem lotadas e o pronto atendimento e a precisão diagnóstica podem salvar muitas vidas,” esclarece o especialista.

“É comum atendermos pacientes que parecem graves e, na verdade, não são. Por outro lado, muitas doenças graves apresentam manifestações clínicas sutis. Estar preparado para o diagnóstico ajuda na adoção correta das terapêuticas de emergência,” esclarece o médico Guilhardo Fontes Ribeiro.

A superlotação é uma realidade diária em boa parte das unidades de emergência no país e muitos pacientes ficam semanas nas emergências por falta de leitos para internamento. “O pronto atendimento médico, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem riscos de agravamento e mortes evitáveis”, afirma.

Outra tendência atual, segundo o especialista, é a alta precoce. “Nesse caso, o objetivo é descongestionar as emergências e poupar sofrimento do paciente. Esta atitude, no entanto, exige bom senso e muito conhecimento. Não podemos colocar em risco a vida dos nossos pacientes”, alerta o médico.

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