Prefeitura de Candeias participa do debate sobre paralisação do estaleiro Enseada Industria Naval

Reprodução de página na internet do Enseada Industria Naval (Estaleiro Enseada do Paraguaçu – EEPSA).

Reprodução de página na internet do Enseada Industria Naval (Estaleiro Enseada do Paraguaçu – EEPSA).

Na quinta-feira (24/09/2015), o secretário de Trabalho, Emprego e Renda de Candeias, Fernando Bordoni, participou da discussão sobre a reativação do estaleiro Enseada Industria Naval (Estaleiro Enseada do Paraguaçu – EEPSA), localizado do município de Maragogipe, a 90 quilômetros de Candeias (via terrestre). Se receber os investimentos da Petrobras, o Estaleiro reativado poderá empregar milhares de trabalhadores de diversos municípios da região. A discussão aconteceu na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador.

“Há uma grande possibilidade da Petrobras assinar um contrato de aquisição de sondas para a exploração do pré-sal. Para que as obras do Estaleiro Enseada sejam retomadas, a empresa [Enseada Indústria Naval S.A] controladora precisa retomar o financiamento do Fundo Maria Mercante. Com essa parte burocrática resolvida, o Estaleiro construirá quatro sondas de perfuração em águas profundas. Nossa luta é que parte das contratações de pessoal fique com os trabalhadores candeenses”, disse Fernando Bordoni.

O Estaleiro

Quando em atividade plena, o Estaleiro do Paraguaçu atingiu a marca de 1,7 milhão de homem/hora trabalhada. A empresa chegou a construir 65% do topside do navio Ondina, que deveria ser entregue ao cliente Sete Brasil. Iniciou, ainda, a construção do topsite do navio Pituba, que foi sua segunda encomenda, atingindo 25% da obra, quando foi obrigada a paralisar as atividades devido a problemas externos dos clientes, demitindo 7.200 mil trabalhadores. Hoje, a empresa mantém apenas 300 trabalhadores que realizam a preservação dos equipamentos. Além da perda da grande mão-de-obra de diversas cidades da região, o comércio também sofreu o impacto negativo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego na Bahia chegou a 12,7% no último trimestre, muito acima da média nacional, que foi de 8,3%.

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