Índios protestam em Brasília contra assassinato de guarani-kaiowá

Lideranças indígenas de seis povos (Guarani-kaiowá, Terena, Munduruku, Baré, kambeba e Baniwa) realizam ato em protesto ao assassinato do líder Guarani-Kaiowá, Semião Vilhalva.

Lideranças indígenas de seis povos (Guarani-kaiowá, Terena, Munduruku, Baré, kambeba e Baniwa) realizam ato em protesto ao assassinato do líder Guarani-Kaiowá, Semião Vilhalva.

Lideranças indígenas de seis povos realizam protesto, em Brasília, em decorrência do assassinato do líder Guarani-Kaiowá, Semião Vilhalva.

Lideranças indígenas de seis povos realizam protesto, em Brasília, em decorrência do assassinato do líder Guarani-Kaiowá, Semião Vilhalva.

Lideranças indígenas protestaram na terça-feira (01/03/2015) em Brasília, em reação à morte do guarani-kaiowá Simeão Vilhalva, de 24 anos, no último sábado (29), no município sul-mato-grossense Antônio João. Eles levaram um caixão para a frente do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério da Justiça.

Segundo o Conselho Missionário Indígena (Cimi), o crime ocorreu quando um grupo de fazendeiros tentou retomar à força, e por conta própria, terras ocupadas por indígenas desde agosto. Outros dez índios, entre crianças, ficaram feridos, conforme as lideranças.

O Ministério da Justiça confirmou que o ministro José Eduardo Cardozo vai amanhã (2) a Campo Grande para tratar das disputas territoriais entre indígenas e produtores rurais no estado. Nesta terça-feira (1º), tropas do Exército inciaram uma operação para conter os conflitos.

Em documento encaminhado à presidenta Dilma Rousseff, o governador Reinaldo Azambuja ressaltou que o atual contingente da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança se tornou insuficiente diante do acirramento do conflito.

As fazendas estão na área da terra indígena Nhanderu Marangatu, homologada em 2005 pelo governo federal. No mesmo ano, o então ministro STF Nelson Jobim determinou, em liminar, a suspensão do decreto. Com a decisão, os índios foram para uma área provisória a fim de aguardar o julgamento final do STF.

Em agosto, sem o julgamento do processo pelo Supremo, eles decidiram ocupar as fazendas. O conflito se intensificou no sábado (29). De acordo com governo do estado, nove propriedades rurais foram ocupadas por grupos indígenas, o que provocou reação de produtores rurais.

“Esperamos dez anos por essa homologação. Cumpriram-se dez anos, nós retomamos a área, e sábado assassinaram nosso irmão. Está aqui o corpo dele”,  afirmou a indígena Daniel Vasques

Anastácio Peralta, um dos líderes guaranis de Mato Grosso do Sul, disse que quem manda na regão é “pistoleiro e fazendeiro”. “Nem a polícia pode entrar, nem a Força Nacional. De sábado para domingo, eles foram lá e assassinaram nossa liderança. O governo perdeu as rédias. Quem manda são os fazendeiros. Um boi vale mais que uma criança. A vida vale menos que uma bala”, afirmou.

A professora indígena Teodora de Sousa pediu ao governo federal uma providência concreta para acabar com a violência contra os índios. “Nós queremos um basta, e que o Estado brasileiro resolva os nossos problemas, demarque as nossas terras e nos devolva o que é nosso de direito”.

*Com informações da Agência Brasil.

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