Governador do Rio de Janeiro se diz tranquilo com pedido de arquivamento de inquérito na Lava Jato

Luiz Fernando Pezão disse que sempre esteve à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, e que, ainda assim, teve os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados, com a abertura do inquérito.

Luiz Fernando Pezão disse que sempre esteve à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, e que, ainda assim, teve os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados, com a abertura do inquérito.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse hoje (11/09/2015) que recebeu “com tranquilidade” a notícia do pedido feito ontem pela Polícia Federal de arquivamento do inquérito envolvendo seu nome no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A denúncia, que cita Pezão, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-chefe da Casa Civil do estado, Regis Fichtner, faz parte das investigações da Operação Lava Jato. Para a Polícia Federal, não há provas suficientes que possam sustentar que eles tenham recebido verba ilícita do esquema de corrupção da Lava Jato.

Em nota, o governador disse que sempre esteve à disposição da Justiça para esclarecer os fatos, e que, ainda assim, teve os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados, com a abertura do inquérito. Em junho, o STJ havia autorizado a quebra de sigilo telefônico deles a pedido da Polícia Federal.

“Vou continuar aguardando o trâmite do processo, como fiz desde o momento em que meu nome surgiu nesse caso. Desde então, tenho dito que minha inocência será provada. Respeito a Justiça do país. Temos que saudar o fato de que todas as instituições puderam fazer as investigações em um ambiente democrático”, disse o governador.

O processo contra os peemedebistas ainda não acabou. O Ministério Público Federal (MPF) ainda deve emitir parecer sobre o arquivamento do inquérito. A decisão final caberá ao ministro Luis Felipe Salomão, do STJ.

Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras e delator na Lava Jato, Paulo Roberto Costa, disse que Pezão, Sérgio Cabral e Regis Fichtner teriam recebido R$ 30 milhões, dinheiro de caixa 2, durante a campanha eleitoral de 2010.

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