Deputado Arthur Maia diz que presidenta Dilma Rousseff oferta ministérios como mercadoria

Deputado Arthur Oliveira Maia: "ao invés de propor uma reforma política que oriente o Brasil em direção à saída da crise, Dilma faz uma oferta de ministérios como mercadoria".

Deputado Arthur Oliveira Maia: “ao invés de propor uma reforma política que oriente o Brasil em direção à saída da crise, Dilma faz uma oferta de ministérios como mercadoria”.

O líder do Solidariedade, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), fez duras críticas à reforma ministerial da presidente Dilma e afirmou que o governo oferta ministérios como mercadoria sem nenhum compromisso com a administração pública. As declarações foram dadas em plenário na noite desta quarta-feira (23/09/2015).

“Em um momento em que o Brasil enfrenta uma das piores crises da sua história – com a inflação subindo, o desemprego aumentando, o dólar disparando, as obras públicas paradas -, imaginávamos que a ação política de uma reforma ministerial traria caminhos novos para o Brasil. Entretanto, ao invés de propor uma reforma política que oriente o Brasil em direção à saída da crise, Dilma faz uma oferta de ministérios como mercadoria para conquistar apoio de partidos e de deputados com propósito meramente político”, criticou.

Espaço no governo

Anunciada em agosto com o objetivo de reduzir gastos, a reforma consiste em extinguir cerca de dez dos atuais 39 ministérios e reduzir o número de cargos comissionados. Segundo as estimativas da equipe econômica, o Executivo conseguirá reduzir os gastos em cerca de R$ 200 milhões com essa medida.

Dilma pediu aos presidentes da Câmara e do Senado que fizessem indicações, mas ambos recusaram. As bancadas do PMDB nas duas Casas, porém, demonstraram interesse em participar.

Com a reforma administrativa, o partido deve ficar com quatro pastas – dois indicados pela bancada na Câmara e dois, pela bancada no Senado. Entre as pastas que devem ser entregues ao PMDB estão o Ministério da Saúde e o Ministério da Infraestrutura, que deve ser criado por meio da fusão de outras pastas.

Mais cedo, a presidente Dilma ofereceu o Ministério das Comunicações ao PDT. O Partido formalizou há poucas semanas “independência” ao governo. Agora, Dilma tenta reconstruir uma ponte com o ex-aliado.

Impeachment

Maia acusa o governo de tentar agradar antigos aliados para conter o impeachment no Congresso. “A mera troca de nomes na Esplanada sem nenhum critério técnico, certamente pode servir à presidente Dilma para atrasar o inevitável impeachment, mas não vai diminuir a dor e o sofrimento do povo brasileiro. Essa não é a reforma que o Brasil espera e precisa”, disse.

Parafraseando os versos de Adam Mickiewicz, o deputado Arthur Maia ironiza ao se referir aos parlamentares e partidos que tem aceitado ofertas de cargo no governo em troca de apoio político.

“’Tua alma merece o lugar donde veio, caso tenhas entrado no inferno, e não sinta as chamas’. Essa mensagem é para aqueles, que se esquecendo do sofrimento e penúria que passa a nação neste momento, se encantam pelas ofertas do governo e trocam a sua palavra anterior e sua consciência pela efemeridade do cargo de um governo que já no seu início encontra-se no seu fim”, destacou.

O parlamentar acredita que o Brasil vai cobrar postura coerente dos políticos diante da possibilidade de abertura de impeachment contra a presidente Dilma. “A vigilância democrática do povo brasileiro estará observando o papel que cada um tem perante a sua história. E a história do Brasil cobra de nós, sobretudo neste momento, firmeza nos nossos propósitos e lealdade ao sentimento do povo brasileiro, que em quase a sua totalidade diz não a este nefasto governo que infelicita o Brasil”, concluiu.

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