Cidadão que ameaçou deputado Jean Wyllys de morte na internet ganha punição exemplar

Deputado Jean Wyllys. Cidadão que ameaçou deputado é condenado a  prestar serviços comunitários por oito meses (sete horas por semana) na Sociedade Viva, que cuida de homossexuais em situação de risco.

Deputado Jean Wyllys. Cidadão que ameaçou deputado é condenado a prestar serviços comunitários por oito meses (sete horas por semana) na Sociedade Viva, que cuida de homossexuais em situação de risco.

A internet não é “terra de ninguém” e crimes praticados no virtual também são punidos. Essa é a lição que muita gente aprenderá com um recente caso envolvendo o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Grande defensor da causa homossexual na política, o deputado recebeu uma ameaça de morte de um usuário no Facebook e realizou uma denúncia ao Ministério Público, que encaminhou o caso para a 2ª Vara Federal de Natal.

O internauta Márcio Damasceno escreveu o seguinte comentário: “Eu falei do deputado federal endemoniado Jean. Se Deus não matar esse infeliz, eu mesmo vou matá-lo pessoalmente. Querem respeito desrespeitando as leis de Deus e os princípios da Bíblia Sagrada. Mas rapaz, quem vai virar homofóbico agora sou eu”.

A Justiça Federal aceitou a decisão do MP e condenou o rapaz à seguinte “pena”: prestar serviços comunitários por oito meses (sete horas por semana) na Sociedade Viva, que cuida de homossexuais em situação de risco. A casa fica no município de São José de Mipibu, a 45 km de Natal.

O mais bizarro é que Damasceno fez a ameaça após uma notícia falsa criada pelo site Sensacionalista, famoso por publicar postagens com cara de reportagem, mas que são pura piada. No texto, uma suposta “bancada gay” do Congresso (que não existe) pediria a proibição do casamento entre evangélicos (solicitação que nunca aconteceu). O objetivo era inverter os personagens da polêmica do casamento gay, que tem como maiores críticos no plenário os deputados que são líderes religiosos.

Em depoimento ao juiz que cuidou do caso e à Polícia Federal, o rapaz reconheceu o crime e aceitou a punição. O caso não é único no Brasil, mas pode virar exemplo para situações parecidas que também forem parar na Justiça.

*Com informações do Tecmundo.

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