ALBA debate política de transplante de órgãos

Deputado José de Arimateia presidiu o debate.

Deputado José de Arimateia presidiu o debate.

Atento à atual situação do transplante e doação de órgãos no estado da Bahia, o vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia o deputado estadual José de Arimateia (PRB) realizou uma Audiência Pública durante toda a manhã desta terça-feira (29/09/2015) e reuniu autoridades, pacientes transplantados, representantes de entidades relacionadas ao setor e envolvidos com a causa.

O proponente da cerimônia falou sobre a importância de uma campanha contínua de conscientização em torno do tema, em escolas e espaços públicos. “Sou a favor do incentivo constante, pois doar um órgão é um gesto nobre. A minha causa é a defesa pela vida”, disse Arimateia, lamentando a negativa familiar que já ultrapassa 70%.

Durante a apresentação ministrada pelo Coordenador da Central Estadual de Transplante na Bahia, Eraldo Moura, foi mostrada a situação do estado, que protagoniza entre os piores índices de doação de órgão. Segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), atualmente existem mais de dois mil pacientes na fila de espera para o transplante de órgão e tecidos e até o presente momento, 370 pessoas já foram transplantadas em 2015. O Governo do Estado pretende transplantar mais 250 pessoas, até o final do ano. “Dependemos da sociedade para que tudo aconteça, e ela precisa ser informada e criar a consciência da importância do ato de doar. Então, quanto mais a sociedade estiver atuante nesse processo, tendo conhecimento, teremos uma redução significativa nas filas de transplante”, disse Moura.

A presidente da Associação dos Transplantados da Bahia (ATX-BA), Márcia Chaves, pontuou de forma detalhada a falta de assistência aos transplantados, como também aos pacientes que aguardam o transplante para continuar vivendo. “Essas pessoas merecem e necessitam da maior atenção do estado, porque, além de tudo o processo de hemodiálise custa pouco mais de seis mil reais aos cofres públicos, já um transplante custa infinitamente menos”, afirmou Márcia, reivindicando também a falta de medicamentos, classificados por ela como fundamentais para esses pacientes.

Também participaram da Audiência Pública o transplantado e Presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos do Estado da Bahia, José Vasconcelos de Freitas, e a Coordenadora do Projeto Mulheres em Ação, Rogéria Santos.

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