182 anos: quem apelidou Feira, acertou | Por Batista Cruz

O Monumento ao Caminhoneiro, instalado na Praça Jackson do Amaury em Feira de Santana, foi inaugurado em 15 de setembro de 2007. O monumento foi projetado pelo artista plástico Gil Mário, e edificado pela empresa feirense FCK Construções e Incorporações, durante a gestão do prefeito José Ronaldo de Carvalho.

O Monumento ao Caminhoneiro, instalado na Praça Jackson do Amaury em Feira de Santana, foi inaugurado em 15 de setembro de 2007. O monumento foi projetado pelo artista plástico Gil Mário, e edificado pela empresa feirense FCK Construções e Incorporações, durante a gestão do prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Batista Cruz é jornalista e reside em Feira de Santana.

Batista Cruz é jornalista e reside em Feira de Santana.

Feira de Santana construiu ao longo destes quase dois séculos suas particularidades e peculiaridades. Nesta sexta-feira, 18, a Princesa do Sertão, como assim a viu o advogado Ruy Barbosa, que em 1919 esteve na cidade em campanha para a presidência da República, completa 182 anos. Ao longo dos anos ganhou outros apelidos, como “Áurea da Bahia”, dado pelo advogado e político Pedro Calmon; “Cidade escola”, pelo padre Ovídio de São Boaventura, “Cidade progresso”, reconhecimento do ex-presidente Jânio Quadros. No seu hino: “Paraíso por nome de Feira”.
Ao longo dos anos cumpriu a sua vocação, desde a sua fase embrionária, para ser protagonista regional. De principal vereda para a passagem e pernoite de boiadas para o porto de Cachoeira, ganhou ferrovia e se tornou um dos principais entroncamentos rodoviários – se não o maior – do nordeste. Pelo seu território passam duas principais rodovias federais, as BRs 116 e 101, que cortam o país do nordeste ao sul, além de ser porta de entrada – ou saída, a depender da ótica, da mais movimentada das estradas baianas, a 324.

Os apelidos foram colocados por visionários. Feira, como é carinhosa chamada por seus moradores – natos ou de coração, se tornou a maior cidade da Bahia – e a segunda maior do nordeste, consolidando-se como a princesa sertaneja, pólo para centenas de cidades. É uma cidade magnífica, um dos sentidos de áurea, que ao longo dos anos recebeu milhares de novos moradores, base da sua formação populacional. Aqui moram cidadãos de todos os estados brasileiros e de outros países. Chegaram e ficaram. Formaram famílias. Nunca mais saíram.

Padre Ovídio tinha a educação como uma das suas preocupações. Fundou uma escola no Asilo Nossa Senhora de Lourdes. A partir dos anos 70, a cidade ganhou a sua faculdade de educação, que depois foi transformada em Universidade Estadual de Feira de Santana. E virou pólo de educação, como anteviu o padre, primeiro filantropo da cidade. O IEGG (Instituto de Educação Gastão Guimarães) e o Colégio Santanópolis foram referência em educação, atraindo milhares de jovens das cidades próximas e distantes. Hoje, a indústria da educação é extremamente forte, com mais de 30 faculdades particulares, o campus da UFRB, mais colégios de reconhecida qualidades pedagógicas.

Das boiadas correndo nas ruas às indústrias: eis o progresso que chegou a Feira de Santana a partir dos anos 60. E a cidade ganhou gigantes do setor, que geram milhares de postos de empregos. O comércio está no seu gene – antes era chamada Cidade Comercial de Feira de Santana. É o mais pujante entre as cidades do norte e nordeste. Costuma-se afirmar se o produto não for encontrado na cidade não é encontrado em nenhum outro local – a frase é figurativa, mas tem o seu significado prático. E o seu hino canta seus encantos e beleza. De terra formosa e bendita a paraíso, toda cheia de graça infinita, de Santana é a filha querida e o teu povo tão cheio de vida.

*Batista Cruz é jornalista e reside em Feira de Santana.

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