Sindicato dos Rodoviários de Feira de Santana diz que acordo com a Prefeitura de Feira de Santana foi descumprido

Alberto Nery é vereador e presidente do Sintrafs.

Alberto Nery é vereador e presidente do Sintrafs.

Em nota, emitida na segunda-feira (24/05/2015), os Sindicatos dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (SINTRAFS) criticam a Prefeitura Municipal de Feira de Santana por não ter cumprido com o pagamento da quinzena dos trabalhadores das empresas viação Pricesinha e 18 de Setembro. No acordo, R$ 375.254,10 deveriam ser repassados para os trabalhadores na forma de pagamento parcial dos salários.

O problema com os rodoviários, e que afeta a população feirense, é resultado da grave crise que afeta o sistema de transporte público do município, ele foi ocasionado pela conjunção da falta de planejamento com a ineficiência na fiscalização, decorrente do desqualificado serviço prestado pelas empresas Pricesinha e 18 de Setembro, e pela recorrente incompetência técnica da Prefeitura de Feira de Santana em lidar com o assunto.

O impasse inviabiliza, momentaneamente, a retomada do serviço de transporte público do município.

Confira trecho da nota emitida pelo Sintrafs:

– Ainda na última sexta-feira, as novas empresas iniciaram uma espécie de seleção dos rodoviários, encaminhando os trabalhadores para a realização de exames admissionais. Até esta segunda-feira esses exames não tinham sido concluídos e nenhum destes trabalhadores tiveram registrados, em suas Carteira de Trabalho Previdência Social, os novos contratos.

– Como o sindicato, que tem como missão proteger, resguardar e lutar pela garantia dos direitos dos trabalhadores, pode permitir que os rodoviários iniciem suas atividades numa empresa, sem ter suas situações regularizadas?

– Isso contraria inclusive a versão da prefeitura de que às 4 horas da madrugada desta segunda-feira (24), os motoristas se recusaram a trabalhar. Como eles poderiam trabalhar em uma empresa que sequer assinou suas carteiras de trabalho?

– Outro aspecto que deve ser levado em conta é que como o Poder Público Municipal anuncia que carros das novas empresas estariam aptos e prontos para rodar às 4 horas da manhã, se o contrato emergencial só foi assinado às 11:00 desta segunda-feira? Enquanto o poder público municipal imputa aos trabalhadores a responsabilidade pelos ônibus não estarem em circulação, não foi realizado qualquer orientação sobre a cobrança aos passageiros, já que os vales-transportes eletrônicos estão suspensos e os ônibus que serão utilizados não possuem validador.

– Não podemos permitir que o Poder Público Municipal, incapaz de solucionar as questões que envolvem o transporte público dessa cidade há mais de 12 anos, credite aos Sindicato dos Trabalhadores  Rodoviários o caos instalado no transporte. A incompetência da Prefeitura na gestão do transporte não pode ser direcionada aos mais de 1.200 pais e mães de família que só querem a garantia dos seus direitos e seus empregos. Voltamos a repetir: o único responsável pelo caos no transporte público coletivo é o Poder Público Municipal. A permissividade com que as empresas atuaram no sistema, que operaram por muito tempo com uma frota sucateada, praticando um verdadeiro monopólio, resultando num serviço péssimo e sem qualidade, enfim, todos esses problemas aconteceram sob a gestão do Prefeito.

Baixe a nota oficial emitida pelo Sintrafs

Sintrafs expõe posicionamento sobre novas contratações das empresas Rosa Ltda e São João

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.