Prefeito José Ronaldo apresenta Sistema BRT Feira de Santana durante evento do Rotary

Prefeito José Ronaldo apresenta Sistema BRT Feira de Santana à rotarianos.

Prefeito José Ronaldo apresenta Sistema BRT Feira de Santana à rotarianos.

Com riqueza de detalhes e de forma didática, o prefeito José Ronaldo de Carvalho, atendendo a convite do Rotary Club de Feira de Santana, fez uma ampla explanação sobre todos os aspectos técnicos e jurídicos que envolvem a implantação do BRT, em Feira de Santana, um projeto de mobilidade urbana autorizado pelo Ministério das Cidades e financiado pela Caixa Econômica Federal, previsto para atender uma demanda diária de 60 mil usuários.

Projetado por uma equipe de técnicos com experiência internacional, todos  discípulos do arquiteto Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, ex-governador do Paraná, e ex-presidente da União Internacional de Arquitetos — considerado um dos mais modernos urbanista do mundo  — o BRT de Feira de Santana vai ser implantado às margens do canteiro central da Avenidas Getúlio Vargas, num percurso de cerca de oito quilômetros.

Além da rapidez, o conforto e a pontualidade do tempo de deslocamento dos passageiros, José Ronaldo destacou a desobstrução que a implantação deste sistema de transporte trará para os corredores de trânsito nas avenidas centrais de Feira de Santana, a exemplo da Getúlio Vargas, Maria Quitéria, Presidente Dutra e João Durval Carneiro.

Ele explicou que além da pavimentação asfáltica que já está em curso de várias artérias que serão utilizadas como corredores de ônibus oriundos dos bairros periféricos que desembarcarão à altura dos  terminais do BRT,  ao longo da  Getúlio Vargas, ainda serão implantadas obras de passagens de nível nos cruzamentos da Getúlio com a Maria Quitéria, e no cruzamento desta com a Presidente Dutra. Intervenções que segundo o prefeito vão dar fluidez ao fluxo de automóveis, acabando com os gargalos que ocasionam os engarrafamentos que hoje se verificam nestas artérias.

Por sob as árvores da Getúlio, o projeto contemplará uma pista para a prática de caminhadas e aparelhos para a prática de exercícios físicos, bancos e uma moderna iluminação cênica. Já os 4,5 quilômetros do canteiro central da Maria Quitéria, receberão uma pista de ciclismo, também com iluminação cênica e por sobre sob as árvores.

Respondendo a setores preocupados com a manutenção das árvores da Getúlio Vargas, José Ronaldo voltou a afirmar que algumas árvores, cerca de 35, serão removidas para o Parque do Geladinho, no bairro Queimadinha, mas que serão substituídas por árvores nativas.

Sobre este aspecto, o governante sublinhou que, ao contrário das obras da Avenida Nóide Cerqueira, realizadas pelo governo estadual, onde foram arrancadas mais de 400 árvores nativas, na Getúlio Vargas, onde a maioria das árvores é considerada exótica, haverá um adensamento com o plantio de espécies nativas, também conforme previsto no projeto.

Quanto à escolha da Getúlio Vargas para a implantação do projeto, e não o bairro Tomba  — como algumas pessoas inadvertidamente advogam — José Ronaldo lembrou que esta opção demandaria recursos vultosos do erário para fazer frente a centenas de indenizações de residências  ao longo da praça central do bairro. Ele enfatizou,  entretanto, que futuramente, numa segunda etapa do projeto , o BRT poderá ser levado para outros vetores da cidade, de acordo com as prioridades de demanda.

Por seu turno, o secretário de Planejamento, Carlos Brito, se utilizou de um data show para destacar os principais aspectos estruturais do traçado do BRT. Ele lembrou que 22  linhas de ônibus deixarão de circular na Avenida Getúlio Vargas, após a implantação do projeto.

“Nós não temos o que temer com relação a execução do projeto, pois ele é técnica e juridicamente perfeito, e, sem nenhum `achismo`,  o que nós, do governo municipal queremos e estamos lutando,  é para fazer o melhor para Feira de Santana”, disse.

Entre as seis cidades brasileiras que estão implantando este modal de transporte, Feira de Santana é a que demandará o menor custo, R$ 90 milhões; seguida por Londrina, R$ 150 milhões; Goiás, R$ 350 milhões; Palmas, R$ 450 milhões; Cuiabá, R$ 450 milhões; Salvador, R$ 600 milhões, e Brasília, R$ 900 milhões.

Apesar de disponibilizar de crédito, junto à Caixa Econômica da ordem de R$ 90 milhões, a Prefeitura Municipal de Feira de Santana conseguiu, através do processo licitatório, rebaixar o orçamento da obra para R$ 86 milhões.

O almoço/palestra  foi coordenado pelo presidente do Rotary, radialista Renato Ribeiro, e contou com  expressiva participação dos  membros do clube de serviço.

Nota 

Numa ação presidida pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e que contou com a participação de 500 crianças lotadas nas redes municipal e particular de ensino, recentemente foram plantadas 500 mudas de árvores nativas no canteiro central da Avenida Nóide Cerqueira.

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