“Plano salarial de ACM Neto é um ‘Cavalo de Troia’ para dividir servidores municipais de Salvador”, avalia vereador Hilton Coelho

Vereador Hilton Coelho avalia negativamente o plano salarial do prefeito ACM Neto para servidores.

Vereador Hilton Coelho avalia negativamente o plano salarial do prefeito ACM Neto para servidores.

O vereador Hilton Coelho (PSOL), presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente e membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador, afirmou que “o projeto de reajuste salarial dos servidores apresentado pelo prefeito ACM Neto é um legítimo ‘Cavalo de Troia’. Divide a categoria e lança um artifício para prejudicar os agentes comunitários de saúde e endemias. Aceitar o projeto como está é contribuir para punir uma categoria que luta usando até mesmo a greve para assegurar seus direitos”, avalia.

“Salário é salário base e não o agregado com adicionais legais. O piso salarial nacional não é respeitado em Salvador. Aqui se paga a partir da soma do  salário-base com as gratificações. Essa visão é incorreta, no mínimo. A mesma tática o governo estadual aplica em relação aos professores e isso não podemos aceitar”, opina o socialista.

Hilton Coelho lembra que sempre esteve na luta das educadoras e educadores em defesa da educação Pública, gratuita e de qualidade para mostrar à opinião pública a real situação que ela passa em nossa cidade. “Estivemos em quase todas as atividades, assembleias, manifestações para denunciarmos que as escolas estão em péssimo estado físico e as que foram reformadas mostram que o serviço foi mal feito. Houve afastamentos de agentes administrativos o que precariza ainda mais o atendimento à comunidade escolar. O material didático que deveria ser comprado com critério e adequado à educação de nossas crianças é adquirido sem a devida licitação. Quando se mobilizam em greves e outros meios, o prefeito ACM Neto tenta mostrar à opinião pública que a categoria está prejudicando a população e as crianças e adolescentes em especial. Isso não é verdade. A mesma tática quer fazer agora com os agentes de saúde e endemias”.

Para ele o reajuste salarial não é nem ao menos uma preocupação da Prefeitura Municipal de Salvador. “Queremos que se desmembre a questão salarial e, dessa forma, se respeite uma categoria que deveria e deve ser valorizada. Queremos que efetivamente se pague o piso salarial conquistado pela categoria e que até o momento não foi efetivado. A Lei 12.994/2014 define piso salarial mínimo de R$ 1.014,00. Está havendo um desrespeito total aos agentes de saúde e de endemias. Zelam pela saúde da população e não recebem as mínimas possibilidades de exercer essa missão com dignidade. O fardamento é deficiente, para não dizer inexistente, mochilas pesadas e danificadas, equipamentos precários e tantos outros absurdos mais. Uma vergonha que precisa ser denunciada para que a sociedade se manifeste e a luta não fique restrita à categoria. Que se corrigida tudo de forma imediata e que isso se inicie por um salário digno”, finaliza Hilton Coelho.

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