Oportunistas de plantão

Ju Isen, uma boa oportunidade para se mostrar.

Ju Isen, uma boa oportunidade para se mostrar.

Perdendo o senso do ridículo.

Perdendo o senso do ridículo.

Em meados do primeiro semestre de 2013 uma onda de protestos, promovidos pelo MPF – Movimento Passe Livre – invadiu o país, passando de simples protestos para atos de vandalismo podendo até dizer, atos terroristas. Inicialmente estes movimentos foram atribuídos ao aumento do preço das passagens dos ônibus urbanos da capital paulista, que passou de R$ 3,00 para R$ 3,20.

Porém, em meio aos movimentos em protesto contra o aumento das passagens dos transportes urbanos, surgiram cartazes com apelo ao fim da corrupção, por um melhor ensino público, saúde de qualidade entre tantos outros. O que seria válido se realmente o objetivo fosse este.

Infiltrados aos que protestavam, surgiram militantes com bandeiras de diversos partidos políticos de oposição ao sistema, gritando palavras de ordem. Esta atitude caracterizou – e caracteriza até os movimentos que ocorrem atualmente – os protestos como uma ação política e não um simples apelo contra o aumento das passagens dos transportes urbanos.

Pode-se deduzir também que o perfil das pessoas que promovem e dos participantes destas lastimáveis manifestações, como uma maioria absoluta de indivíduos brancos – claro que com a exclusão de pobres e negros – muitas mulheres sedentas para mostrar seus corpos nus – talvez na esperança de conseguir um contrato com uma revista pornô – e diversas outras pessoas do tipo que está interessada no celular e na carteira alheia. Oportunistas de plantão.

Senhores com idade avançada, seminus, alguns com a bunda de fora, talvez tenham errado de evento – deveria estar em alguma manifestação do movimento gay – protestando sabe-se lá contra ou a favor de que. Outros com cartazes que diziam: “não adianta calar o Cunha. Somos milhões de Cunhas”. E a luta contra a corrupção para onde foi?

Entrevistados pela imprensa ouvem-se depoimentos dos mais absurdos possíveis chegando ao nível do inacreditável; um festival de besteira que assola todo o grupo e polui os ouvidos dos letrados. Os cartazes carregados por estas pessoas de caráter ínfimo, contem frases parvas, sem sentido, escrita em uma linguagem que os classificam como analfabetos funcionais, mesmo sendo eles de um segmento social e economicamente privilegiado. Infelizmente, segundo Maria Fernanda Arruda, escritora e colunista do Correio do Brasil: as pesquisas também mostram que 38% dos nossos universitários gozam dessa condição: são analfabetos funcionais”.

Com certeza absoluta estas pessoas passaram por um apurado processo de animalização para estarem pedindo a morte de políticos contrários aos seus interesses e a volta da ditadura. Infelizmente temos que admitir que entre os já graduados em nível superior, existem analfabetos funcionais e, muito mais do que isso, analfabetos políticos, ou seja: os que não conhecem a história política do Brasil

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. Saiba mais visitando: http://www.albertopeixoto.com.br