O fim da linha para o deputado Eduardo Cunha e o senador Fernando Collor

Congressistas Eduardo Cunha e Fernando Collor, situação política ficou insustentável.

Congressistas Eduardo Cunha e Fernando Collor, situação política ficou insustentável.

Matéria do jornal Estadão, publicada hoje (19/08/2015) por Andreza Matais E Fábio Fabrini, informa que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve denunciar, entre esta quarta-feira, 19, e amanhã, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. A informação foi confirmada ao Estado por fonte com acesso às investigações.

As denúncias, por corrupção e lavagem de dinheiro, serão as primeiras envolvendo políticos com prerrogativa de foro. Elas são baseadas em depoimentos de delatores da Operação Lava Jato e em provas colhidas pelo Ministério Público Federal em diversas fases da investigação, entre elas as buscas em imóveis de Collor, na chamada Operação Politeia, em julho.

Senador do PTB, Collor é suspeito de receber R$ 26 milhões em propinas, entre 2010 e 2014, desviados da Petrobras. Esses recursos teriam sido usados para a compra de carros de luxo, apreendidos no mês passado pela Polícia Federal.

Eduardo Cunha foi citado por um dos delatores da Lava Jato, o empresário Júlio Camargo, como beneficiário de suborno de US$ 5 milhões. O valor teria sido pago para facilitar a assinatura de contratos de afretamento de navios-sonda entre a Samsung e a Diretoria Internacional da estatal, controlada pelo PMDB.

Políticos negam

Eduardo Cunha e Fernando Collor negam participação em desvios e se dizem vítimas de perseguição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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