Ministério Público pede intervenção municipal no sistema de transporte coletivo de Feira de Santana

Paço Maria Quitéria, sede da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Ministério Público aciona poder executivo municipal para que solucione crise no transporte público.

Paço Maria Quitéria, sede da Prefeitura Municipal de Feira de Santana. Ministério Público aciona poder executivo municipal para que solucione crise no transporte público.

O Ministério Público do Estado da Bahia ajuizou hoje (20/08/2015), ação civil pública com pedido liminar solicitando que a Justiça determine ao Município de Feira de Santana a intervenção no serviço de transporte coletivo de passageiros da cidade, com a finalidade de colocar em circulação pelo menos 30% da frota de ônibus em um prazo de 24 horas. Caso o pedido dos promotores de Justiça Tiago de Almeida Quadros e Márcia Morais dos Santos Vaz seja acatado pela Justiça, o Município deverá nomear interventor e manter a intervenção até que entre em vigor eventual contrato emergencial firmado pelas empresas de transporte com o objetivo de restabelecer imediatamente o serviço. A intervenção é prevista pelo contrato de concessão.

Segundo os promotores, o Município sinalizou ontem (19/08/2015), que as empresas vencedoras da última licitação de concessão do serviço concordaram em assinar um contrato emergencial, mas isso dependeria de um deslocamento de veículos do estado de São Paulo para Feira de Santana, o que demandaria pelo menos cinco dias. Tiago Quadros e Márcia Vaz lembram na ação que o serviço de transporte coletivo de Feira está prejudicado desde o último dia 16, quando as empresas que operavam o sistema desde a primeira licitação, ocorrida em 2005, resolveram recolher todos os ônibus porque não concordaram com o resultado do último processo licitatório. Elas teriam que prestar o serviço até o próximo dia 25, uma vez que os antigos contratos de concessão foram prorrogados para evitar a interrupção do serviço.

Os promotores afirmam ainda que encaminharam recomendação à Prefeitura para que ela assumisse a responsabilidade do Município de garantir a prestação, continuidade e qualidade do serviço, por meio de medidas judiciais cabíveis, fazendo as concessionárias disponibilizar ao menos 30% da frota, o que não foi realizado. “Enquanto isso, a população de Feira de Santana vem sendo drasticamente penalizada, vista que obrigada a se submeter, por tempo indeterminado, a um modelo precário de transporte coletivo, realizado de improviso por veículos alternativos, pondo em risco a segurança dos passageiros”, escreveram os promotores na ação.

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: diretor@jornalgrandebahia.com.br.