Média de investimentos das empresas em sustentabilidade é de apenas 2%, diz pesquisa

Carlos Eduardo Tirlone.

Carlos Eduardo Tirlone.

Executivos entrevistados afirmaram que a preocupação com o meio ambiente é importante, mas “não agora”. Especialista vê resultado da pesquisa com preocupação.Duas pesquisas sobre a área ambiental e o mundo corporativo, feitas recentemente, viraram motivo de preocupação. Uma delas, guiada pela empresa britânica Verdantix, foi realizada com 250 líderes empresariais em 13 países. A outra, elaborada pelo Boston Consulting Group (BCG) em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT na sigla em inglês, entrevistou 2.300 diretores de empresas. O resultado das duas pesquisas revelou que a maioria dos executivos só se interessa por sustentabilidade se o assunto significar redução de custos.

De acordo com o resultado das pesquisas, cerca de 90% dos entrevistados contaram que é o fator lucratividade que os fazem inserir a empresa no mundo “ecologicamente correto”. Além disso, poucas empresas investem mais do que 2% em ações de sustentabilidade, o que é preocupante devido ao impacto que a maioria das corporações causa na natureza.

Apesar do tema ter passado a receber destaque na mídia a partir da década de 1970 com a realização de uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) na cidade de Estocolmo, os empresários ainda acham que é cedo para pensar de forma mais séria sobre o assunto. É o que aponta a pesquisa da Verdantix: a maioria dos entrevistados afirmou que a sustentabilidade é importante, mas não agora.

Para Eduardo Tirlone, coordenador do MBA Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), esse é um dos pontos de deficiência na área de Gestão Ambiental em todo o mundo, inclusive no Brasil. Mas o problema não se resume a isso. Segundo ele, quando o planejamento ambiental existe, ele é, na maioria das vezes, bastante falho. Além disso, avalia Tirlone, as normas e legislações ambientais são ignoradas pelas pessoas e corporações.

“O país acaba gerando resíduos desnecessários e em grande volume, por causa do crescimento populacional, continua permitindo o desmatamento, desperdiçando água, e mais uma série de outros problemas”, alerta Tirlone.

Solução ambiental

Pensando nisso, o MBA do IPOG inclui em sua matriz curricular disciplinas que vão formar peritos, auditores e gestores ambientais aptos a operar, controlar e monitorar técnicas de acordo com os padrões ambientais e utilizando tecnologias limpas. Desse modo, atendendo a demanda atual do mercado. “O curso é destinado a profissionais que trabalham ou pretendem trabalhar na área, sejam eles engenheiros, biólogos, químicos, advogados, administradores e até economistas”, explica Tirlone.

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