Manuel Hipólito de Araújo, o Velho Pastor

Pintura em homenagem a Manuel Hipólito de Araújo, o Velho Pastor.

Pintura em homenagem a Manuel Hipólito de Araújo, o Velho Pastor.

17 de agosto. 15 anos de passagem para a vida espiritual de Manuel Hipólito de Araújo, o Velho Pastor

Manuel Hipólito de Araújo nasceu no seringal Aquidabã, município de Eirunepé, Estado do Amazonas, no dia 10 de junho de 1921. Filho de Francisco Hipólito de Araújo e Júlia Vieira de Araújo, seus pais casaram-se em 1915 no Ceará e migraram para a Amazônia, fugindo da grande seca e seus efeitos: destruição de lavouras, morte do gado e desemprego que provocavam o êxodo rural em massa dos agricultores, em busca de sobrevivência.

Chegaram primeiro ao Pará, onde residiram em uma localidade conhecida por Castanhal. Encontrando dificuldades, resolveram ir para o Estado do Amazonas, onde tiveram os filhos gêmeos Manuel e José. Manuel ainda era criança quando a sua família retornou ao saudoso Ceará.

Filho de pais Adventistas do Sétimo Dia, desde criança Manuel sentia irradiações mediúnicas e aproximação de espíritos.

Depoimento de Manuel Hipólito de Araújo:

— Em uma ocasião eu caí e passei 24 horas desacordado, então meus pais pensavam que eu tinha desencarnado, fiquei ate frio, mudei de temperatura. Nesta data, seis para sete anos, eles fizeram o caixão, a minha mãe que era um pouco nervosa pediu um copo com água, tomou os primeiros goles e o restante disse que deu vontade de derramar na minha cabeça. Quando ela derramou, eu respirei, tornei.

Passam-se os anos e durante a Segunda Guerra Mundial os irmãos gêmeos são convocados como soldados do Exército brasileiro para combater na Itália. Temerosos com o destino dos filhos, seus pais conseguiram que um deles, Manuel, permanecesse no Brasil como arrimo de família.

José seguiu para a Guerra, da qual voltou vivo em 1945; Manuel se alistou em Fortaleza como soldado da borracha e embarcou com os pais para o Acre, em 1942, no navio “Comandante Ripper”, da Companhia Lóide Brasileiro, chegando à capital do Território no dia 4 de fevereiro de 1943.

Em Rio Branco, Manuel foi empregado na Secretaria de Saúde, pois tinha trabalhado como técnico de laboratório no Ceará e feito um estágio em Belém do Pará, no Instituto Evandro Chagas. Depois de um ano de trabalho, foi convidado pelo então diretor do Departamento de Saúde, Dr. Júlio Alves Portela, para montar o primeiro Laboratório de Análises e Pesquisas Clínicas do Território do Acre, chefiando esta seção pelo período de 37 anos, função que lhe valeu em 15 de junho de 1974 o diploma “Medalha do Mérito Funcional” em reconhecimento ao zelo e dedicação ao serviço público, concedido pelo governador do Estado do Acre Francisco Wanderley Dantas.

Ainda em 1943, Manuel Araújo conheceu a sua primeira esposa, Azize Jalul, com a qual conviveu 17 anos e tiveram sete filhos: Latif, Léa, Leila, Lígia, Callil, Manoel e Francisco.

Foi também na década de 1940 que Manuel Araújo ingressou na Maçonaria, na qual alcançou a patente de “Grande Inspetor Geral, Grau 33”, em 15 de março de 1983; se filiou ao Circulo Esotérico da Comunhão do Pensamento em 13 de março de 1963. Tudo isso fez parte do seu aprendizado espiritual.

Manuel Araújo sempre foi um bom e responsável trabalhador. Porém, na sua vida privada, passou por diversos problemas. Vivendo no mundo da ilusão, se tornou boêmio, alcoólatra, tabagista e adicto de jogos de azar. Isso lhe trazia muita infelicidade.

Certo dia recebeu um importante convite de um irmão amigo, Edson Castelo Branco, que iria mudar a sua vida:

— Meu irmão amigo, se você quiser ir lá na casa conhecer um velhinho por nome de Daniel Pereira de Mattos, que tem uma entidade que trabalha com o Daime…

Prontamente Manuel aceitou tal chamamento, pois desejava ansiosamente se livrar do problema de alcoolismo e entender as manifestações extracorpóreas que acontecia com ele.

No dia 3 de outubro de 1956 Manuel Araújo foi recebido pelo Mestre Daniel, que lhe fez a pergunta que viria a modificar toda a sua existência:

— Meu filho, você quer um pouco desta Luz?

Manuel provou do Santo Daime e teve a sua primeira miração. Viu ameaçadoras labaredas de fogo o circundando, se aproximando. Queimando nesta fogueira purificadora, ouviu uma voz lhe dizer:

— Meu filho, não se assuste! Isso aí que tu estás vendo é para te mostrar que o caminho que tu estás seguindo é o mundo profano. Tu estás dentro de uma fogueira, as labaredas estão te queimando, são os caminhos da devassidão, os caminhos dos vícios, são os caminhos de quem não tem amor à Deus e a Sempre Virgem Maria.

Pediu clemência a Deus e recebeu o conforto na voz do Mestre, que entoou o salmo de instrução e conforto de São Francisco de Assis:

— A paz de Deus seja convosco.

Aqui nesta Igrejinha

De Culto e Romaria

Se aprende a adorar Jesus

E a Sempre Virgem Maria.

 

Deus nos quer ver bem felizes

Nos mandou um professor

Que nos ensina com Amor

É São Francisco de Assis.

Manuel entendeu o significado da mensagem e do efeito da bebida sagrada: mirou para dentro de si mesmo e encontrou a sua consciência superior, o despertar do Divino que está dentro de cada um de nós, testificando na luz do Daime as palavras sálmícas: “sois filhos do Altíssimo”.

Durante quarenta dias foi relembrando de toda a sua vida, desde o nascimento até aquela data. Viu a sua natividade e lhe foi mostrado o caminho que iria trilhar neste plano durante o seu tempo de vida, revelaram-lhe tudo que havia feito de bom e de ruim e como deveria fazer para seguir em um novo caminho.

Recebeu orientação de só contar ao Mestre Daniel essas experiências visionárias quando fosse autorizado.

— No dia seguinte, eu comecei a frequentar. Era o dia de São Francisco. Eu tomei Daime, vi muita coisa e ouvi de novo a voz à minha direita: “Meu filho (eu ainda não sabia quem era, só depois vim a saber), daqui pra frente, tu só vai dar ocorrência dos seus trabalhos ao Mestre quando eu autorizar”.

Continua Manuel Araújo:

 — Todos nós que encarnamos viemos a este plano determinado por Deus. Segundo as instruções que eu recebi, Ele nos autoriza a vir a este mundo, nos dando a oportunidade de aqui fazermos um preparo, para quando Ele nos chamar estarmos preparados para assumir o plano divino.

Depois deste período, a voz afirmou:

— E agora você está pronto para conversar com o Mestre. Você é quem vai dizer o que quer e o que não quer.

— Eu quero é seguir o caminho de Deus. Custe o que custar!

— Pode se aprontar porque você vai tirar do teu caminho todo mal e todos os defeitos, para poder alcançar o caminho que Deus te deu para a eternidade.

— Eu quero, nem que seja preciso levar uma surra todo dia.

Manuel pediu uma audiência e foi ver o Mestre Daniel. Mostrar para ele o que estava acontecendo.

— Mestre Daniel, agora eu tenho a autorização. Chegou o momento para lhe contar o que estava se passando comigo nesta casa.

Manuel contou tudo que lhe aconteceu, todas as instruções recebidas. Tinha tudo gravado na “fita mental”. Ao terminar, perguntou:

— O que o senhor diz? Está certo ou errado?

— Meu filho, se o Preto Velho tivesse lhe chamado nessa casa e tivesse descrito sua vida espiritual como você descreveu, você poderia me chamar de Preto Velho mentiroso. Mas quem recebeu foi você por intermédio desta Luz. A Luz é Deus, e Deus não mente, nem engana ao filho. Tudo que você recebeu está perfeitamente certo.

— Sim senhor, Mestre. Muito obrigado! Eu já sabia que estava certo. Mas quem tem obrigação de testificar os meus trabalhos é o senhor, porque é a chave principal dessa casa, desta Missão, que agora eu já sei que é uma Missão Sagrada. Pois bem, Mestre, me diga uma coisa. O senhor me aceita como soldado dos Exércitos de Jesus nesta casa, para cumprir essa Missão com o senhor?

Daniel sorriu e disse:

— Você vai ser muito feliz dentro desta casa.

— Daqui pra frente, o senhor pode registrar o meu nome dentro dos seus trabalhos espirituais, dentro desta Missão, deste mundo à eternidade, para cumprir essa Missão com o senhor.

A partir de então, Manuel Araújo dedicou todos os seus dias da vida de matéria a esta Casa Espírita, como soldado dos Exércitos de Jesus.

Foi nos seus braços que o Mestre Daniel partiu deste mundo à eternidade na tarde do dia 8 de setembro de 1958, na casinha de feitio do Daime.

Quando foi oficializada a fundação da Missão no dia 20 de janeiro de 1959, formulado o primeiro Estatuto e eleita a primeira Diretoria e Conselho Fiscal, Manuel Araújo assumiu o cargo de vice-presidente.

Homem de senso prático e bem relacionado na sociedade rio-branquense, era Manuel Araújo quem resolvia as questões de ordem prática desta “Casa de Jesus — Fonte de Luz”, sempre solícito em ajudar a todos e firmar a Missão de Daniel.

O chamamento para assumir a Missão de Daniel

Ainda na década de 1950, durante um trabalho espiritual, Manuel Araújo teve uma visão, uma miração: um soldado de luz — que era o próprio Mestre Daniel — entra no Salão do Templo e lhe entrega uma caixa de mais ou menos 30X10cm, com a tampa em forma de cruz.

Nesta visão, Daniel lhe disse:

— Toma meu filho, aí está uma missão para tu cumprir.

Manuel destampa a caixa. Ao centro aparece um botão. Quando apertou esse botão tudo clareou: ele viu o firmamento, no firmamento viu a cabeça de Nosso Senhor Jesus Cristo coroada de espinhos. Foi então que Manuel selou o compromisso:

— Hei de cumprir esta Missão deste mundo à eternidade em beneficio dos inocentes e de toda a humanidade.

E continua:

— Nessas palavras foi que eu recebi aquela chave, um compromisso que me estava sendo entregue para eu cumprir neste plano.

Sobre a sua destinação:

— A minha missão nesta Casa estava ligada à coroa de espinhos de Jesus. Isso significa a humildade nos mistérios das cinco chagas de Cristo. A coroa de espinhos representa humildade, então eu recebi uma chave da humildade.

O segundo chamamento

Dez anos depois, Manuel Araújo recebeu outra mensagem do mesmo tipo.

Em miração, ele foi levado por uma criança a um prédio tão bonito que parecia de ouro, no invisível. Dentro havia um salão. A criança apontou e lhe disse:

— Aqui é o gabinete do Pai Eterno, pode entrar que Ele está lhe esperando.

 Manuel entrou. Dentro do gabinete, sentado a uma mesa, estava um senhor de tez vermelha, barba grande, cabelos brancos como a neve, vestido de branco. Os sapatos brilhavam tanto que até espelhavam. Cerimoniosamente Manuel se curvou a este ser divino, que disse:

— Meu filho, estava te esperando.

Manuel sentou à mesa, à sua direita. O ser de Luz olhou em seus olhos e falou:

— Meu filho, pela humildade do teu coração eu vou te dar permissão para ensinar os réprobos.

Réprobos são os eguns sem luz, os exus ligados ao trono satânico. Eles existem no invisível e no visível — materializados.

Logo depois, o ser divino lhe entregou um envelope e disse:

— Vai meu filho, cumprir a tua missão!

Desta maneira, na Santa Luz do Daime, Manuel Araújo recebeu a incumbência de ser pastor das ovelhas de Jesus – o Velho Pastor.

Manuel Hipólito de Araújo assume a presidência

No dia 27 de abril de 1977 Manuel assumiu a presidência do Centro Espírita e Culto de Oração “Casa de Jesus — Fonte de Luz”.

No leme do Barco Santa Cruz, o irmão Manuel Araújo realizou novos empreendimentos: ampliou o serviço de atendimento às almas necessitadas, com a preparação de novos médiuns (aparelhos) para receber os guias de Luz, ampliando também o espaço físico para atendimento à comunidade carente de auxílio espiritual. Para isso, foi construído o Salão de Obras de Caridade, com sete gabinetes, melhorando o atendimento dos guias de Luz.

Reformou e ampliou o Salão do Templo entre 1996 e 1997, com a restauração da fachada, mesa e Altar construídos pelo Mestre Daniel; reformou o Túmulo do Mestre; construiu a passarela das romarias e o pátio de estacionamento.

Preocupados com a necessidade crescente do cipó Jagube e da folha Rainha para o feitio de Daime, o Centro adquiriu, na década de 1980, uma área rural batizada de Colônia de São Francisco das Chagas, no Estado do Amazonas, que tem utilidade como terra para plantio e é também empregada para lazer, descanso e retiros espirituais da irmandade.

Na Colônia de São Francisco foi construído um pequeno templo, com Cruzeiro e Parque (Coreto) para as celebrações ritualísticas da irmandade — uma bela e simples réplica da arquitetura do complexo do Centro matriz. Foi instituido o Retiro Espiritual durante o período carnavalesco; para retirar a sua irmandade das garras do Zé Pereira, o rei da folia.

O Velho Pastor estabeleceu os trabalhos para desmanchar malefícios às quintas-feiras; e os trabalhos espirituais destinados às crianças, no domingo à tarde, seguido de brincadeiras (bailado) no Parque — usufruídas entusiasticamente também pelos adultos.

Incansavelmente, desde 1958 ele registrava o dia-a-dia da irmandade na sua máquina de escrever Royal. Essa sua vocação para arquivista e mais uma equipe de irmãos com formação profissional em História levaram este Centro a criar, em 1995, a Casa de Memória Daniel Pereira de Mattos, um local para abrigar objetos, registros escritos e fotográficos da história da Doutrina, do Mestre e dos irmãos que o acompanharam na edificação desta linda Missão.

Para abrigar o acervo, foi construída, no mesmo local, com as mesmas dimensões, uma réplica da casa em que Daniel residiu — que na época era de paxiúba e coberta de palha.

Foram também anos de luta em defesa do uso religioso do Daime, em que esta Casa de Jesus se aliou a instituições irmãs como o Alto Santo e a União do Vegetal, para garantir o bom uso do Daime por essas comunidades.

Na sua presidência instituiu o sacramento do batismo de crianças e a consagração do casamento de irmãos nubentes.

No Livro Azul, Hinário Oficial da Doutrina, estão inscritos 67 hinos recebidos pelo irmão Manuel Araújo lá do Mundo Maior, dando continuidade à obra do Mestre Daniel.

O Velho Pastor casou com Maria Leopoldina Queiroz de Araújo — a Madrinha Maria — oficial desta Casa Espírita, em 10 de junho de 1972, dia do aniversario de nascimento dele. Da união entre Manuel e Maria nasceram os frutos deste amor: Esmeralda, Emanuel e Elisângela.

Desde esta vida a hora da morte

Nos últimos anos de vida em matéria, o Velho Pastor Manuel Araújo passou por problemas de saúde que o abateram fisicamente, mas manteve a sua fé inexpugnável e continuou a se dedicar com afinco às atividades do Centro — quando a saúde permitia.

Ele anunciou a sua passagem para a vida espiritual sete dias antes, na data de aniversário de seu filho Francisco, que viria a ser seu sucessor.

— Pai, lembra que dia é hoje?

— Meu filho, você está chegando e daqui a sete dias eu estou partindo.

Foi a premonitória resposta do Velho Pastor.

Na véspera do seu passamento, pela manhã, já com muitos sinais de debilidade, chamou pela esposa:

— Minha velha!

Quando Maria Leopoldina entrou no quarto, próximo à cama, exclamou:

— Mamãe, mamãe!

— Não sou sua mãe, sou sua velha.

— Maria, chame meu padrinho.

Maria Leopoldina chamou por Frei Daniel, que se apresentou espiritualmente, e lhe perguntou como estava.

— Meu padrinho, não me deixe esmorecer, segure a minha mão.

— Você não vai esmorecer, você é servo do Senhor. Segure na mão do Senhor e deixe que Ele te leve.

Foram estas as palavras do Mestre Daniel ao seu discípulo dileto.

Santo Anjo de minha guarda

Vós me guiai com boa sorte

Preparai-me para Jesus

Desde esta vida a hora da morte.

Já à tarde, chorando, Maria Leopoldina lhe pergunta:

— Meu velho, você não está melhor?

— Não chore, está tudo bem — e virou para o lado. Foram as suas últimas palavras.

Às quatro horas da tarde de 16 de agosto de 2000, Manuel Hipólito de Araújo, consagrado nos mistérios da Santa Doutrina como Frei Manuel, nosso Velho Pastor, entrou em coma profundo; no dia seguinte, às cinco horas da manhã de 17 de agosto, morreu neste mundo e renasceu na espiritualidade, para de lá, do Monte do Castelo Azulado, prosseguir na Missão de guiar as nossas almas rumo aos Santos Pés de Jesus.

Santo Anjo de minha guarda

Vós me dê santa caridade

Guiai minha alma bem feliz

Desde este mundo a eternidade.

Frei Manuel, o Velho Pastor

— Eu represento nesta casa, nada mais nada menos que um pastor, arrebanhando este lindo grupo de irmãos, ensinando, procurando a preparar os meus queridos irmãos e arrebanhando as almas penitentes que em vida de matéria não souberam aproveitar o tempo que Deus lhe deu neste plano para fazer um compromisso sagrado. E os indígenas pagãos, os seres pagãos que ainda não têm o símbolo do cristão, que é o símbolo da Santa Cruz Bendita, eu arrebanho todos esses irmãos para um dia eu ir prestar contas dessas obras no julgamento final, entregando ao nosso Salvador Jesus Cristo o meu compromisso dentro dessas Santas Missões que cumpri junto com todos meus queridos irmãos. É isto aí, o significado da minha presença neste plano e nesta missão. Arrebanhando estas ovelhinhas para Jesus, pescando essas almas para Jesus. Esta é a maneira que eu fui identificado espiritualmente dentro da nossa Missão.

Sou um Velho Pastor

Pastoreio as ovelhas

De Deus e as sigo

Em lindos rebanhos

No Santíssimo Caminho do Céu.

 

 

Sobre o autor

Juarez Duarte Bomfim
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. com.br.