Governo da Bahia lança 1º Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional

5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

No encerramento da 5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (5ª Cesan), na manhã de hoje (28/08/2015), no hotel Fiesta, em Salvador, representantes dos governos estadual e federal e da sociedade civil participaram do lançamento do 1º Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Bahia – 2015/2019 (Plansan). Construído pelo Grupo Governamental de Segurança Alimentar e Nutricional (GGSAN), em articulação com o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado (Consea-BA), o plano tem como principais objetivos o fortalecimento da agricultura familiar, da agroecologia e da economia solidária; das práticas de convivência com o semiárido, centradas no estoque de água, sementes e alimentos; redução do percentual de domicílios em situação de insegurança alimentar grave; investimentos na educação alimentar e nutricional; e consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Representando o governador Rui Costa, o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Geraldo Reis, comemorou o processo democrático da conferência, que reuniu mais de 800 pessoas e escolheu os delegados que irão à Brasília, em novembro, representar a Bahia na conferência nacional. “O futuro não pertence à homogeneização. A inovação, a ciência e os novos saberes não passam pela padronização. Enxergo nessa conferência, tão cheia de diversidade e respeito às diferenças, a importância que tem a sociedade civil, que deve estar sempre um passo além do governo, para que possamos seguir esses passos e avançar rapidamente para uma comida de verdade para todos nesse país”, disse.

Com ações transversais e intersetorialidade, o Plansan prevê um investimento total de mais de R$ 4,2 bilhões no estado, incluindo programas em diversas áreas, que buscam atender aos objetivos traçados. Considerando o contexto atual da questão alimentar no país, que saiu do mapa da fome em 2014, o Plansan e a Carta Política da 5ª Cesan apontam a necessidade de assegurar “comida de verdade”, ou seja, alimentos de base agroecológica e oriundos da agricultura familiar.

“O Plano Nacional de Segurança Alimentar apontou as diretrizes e prioridades do Plansan. O Consea também acompanhou todo o processo de elaboração, além do GGSAN, que é composto por 11 secretarias de Estado”, explicou o secretário executivo do GGSAN, Flávio Bastos, sobre a metodologia de construção do documento. “Vale frisar a evolução da segurança alimentar na Bahia, onde saímos de 49% da população em segurança alimentar no estado, em 2004, para 62%, em 2013. Por outro lado, reduzimos de 12,6% para 6,6% o percentual de domicílios em situação de insegurança alimentar grave. Então, de 2004 a 2013 temos um avanço significativo nessa área. Mais de um milhão de domicílios saíram da situação de insegurança para a segurança alimentar nesse período na Bahia”, disse Bastos.

O Plansan foi elogiado pela presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-Nacional), Maria Emília Pacheco, que reforçou que “não há alimentação adequada e saudável sem reduzir os agrotóxicos e sem frear a liberação dos transgênicos”. Segundo ela, “o plano fala algo muito importante, incorpora a visão de estoque na convivência com o semiárido, estoque da água, da semente, do alimento. Isso é muito importante porque esta é uma construção social e política da sociedade, e que hoje reúne milhares de associações e entidades. Há um tempo atrás, se falava do combate à seca, e hoje se fala em algo que tem um sentido completamente diferente. Se fala no reconhecimento da diversidade que há na Caatinga, da biodiversidade e da diversidade dos seus povos. Essa construção social chegou ao governo, que traduziu em políticas importantes, como Um Milhão de Cisternas, Uma Terra Duas Águas etc”.

O presidente do Consea-BA, Naidison Quintela, fechou o evento com um pequeno balanço das discussões. “Estamos orgulhosos da contribuição que estamos trazendo para nós, para o nosso estado, para o governo e para a nação. E terminamos dizendo que isso não nos basta, que nós queremos mais. Não queremos agrotóxicos, não queremos transgênicos, não queremos contaminação. Queremos educação alimentar e produção agroecológica, porque a gente quer comida de verdade; qualquer comida não nos basta. Um hambúrguer pra nós não presta. Nossa comida é outra, a de verdade, produzida na perspectiva da agroecologia”.

Outras publicações

Ex-combatente da 2º Guerra Mundial Antonio Moreira Ferreira lança livro em Salvador Antonio Moreira Ferreira lança livro em Salvador. O escritor feirense Antonio Moreira Ferreira (Antônio de Lajedinho) lançará neste domingo, dia 2 d...
Com alta rejeição no eleitorado soteropolitano, prefeito João Henrique Carneiro tenta atribuir dificuldades a opositores Raquel Ulhôa, jornalista do Valor Econômico, publicou matéria hoje (04/10/2012), com título ‘Rejeitado por 70%, João Henrique acusa ex-aliados’, ond...
Salvador: Tenison Del Rey ‘Por Inteiro’ no Red River Café Tenison Del Rey faz show em Salvador. Compositor de sucessos como “Fim de Semana”, “Barracos”, “Cabelo Raspadinho”, “Estrelas”, “O Arrastão”, “Prá F...

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br