Governador Rui Costa recebe movimentos sociais para discutir a proposta do ‘Salário Mínimo Regional’ baiano

Governador Rui Costa recebe representantes dos trabalhadores rurais, sindicalistas, escrivães, investigadores da Polícia Civil, guarda municipal, professores e agente de presídio irão apontar ao Governador a implementação do "Salário Mínimo Regional"  baiano como medida "anti-crise".

Governador Rui Costa recebe representantes dos trabalhadores rurais, sindicalistas, escrivães, investigadores da Polícia Civil, guarda municipal, professores e agente de presídio com a finalidade de discutir o ‘Salário Mínimo Regional’ baiano como medida “anti-crise”.

Com o objetivo de encontrar possíveis saídas para o contexto econômico de crise, na próxima quarta-feira (05/08/2015), às 15hs, no Gabinete do Governador, 3º andar, 3ª Av, nº 390, Plataforma IV – CAB,  o Governador Rui Costa irá se reunir com representantes da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, SINDADOS, trabalhadores rurais,  camponeses, guarda municipal, agente de presídio, professor do Estado,  escrivãs e investigadores da Polícia Civil, para discutir medidas que visem combater o cenário econômico de desemprego  na Bahia. O carro-chefe da audiência será a campanha em defesa do  ” Salário Mínimo Regional” baiano. Na oportunidade, as lideranças irão apresentar um pacote de medidas de combate à crise econômica que já está atingindo o Estado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).

Para enfrentar a situação, os movimentos sociais propõem a criação imediata de um Salário Mínimo Regional, a exemplo do que já ocorre nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, no sentido de injetar recursos significativos na “combalida economia baiana”.  O sindicalista, Secretário Geral da INTERSINDICAL e Sociólogo, Kleber Rosa, salienta que a proposta de criar um “Salário Mínimo Regional” baiano deve ser coerente, a economia tem que suportar pagar e não pode representar novas despesas ao Estado, caso contrário, o Governo não vai querer aprovar.

” A ideia da implementação de um Salário Mínimo Regional deve ter como objetivo beneficiar a sociedade  de uma forma ampla e irrestrita.  Ao melhorar a renda familiar, vamos movimentar mais o mercado de consumo. O comércio e a indústria vão ampliar as vendas e os lucros”, frisa Rosa. Segundo ele, essa Campanha foi discutida por integrantes da Intersindical e lideranças  dos movimentos sociais e foi apontada como uma ” Medida Anti-Crise”.

Essa proposta já apresenta-se como realidade concreta em cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná. No Rio Grande do Sul , há cinco faixas salariais que oscilam entre R$1.006,88 e R$ 1.276,00 abrangendo diversas categorias e ofícios. No Paraná, os valores são disponibilizados em quatro faixas e variam de R$ 1.032,02 a 1.192,45. Em São Paulo, são apenas duas faixas, a primeira de R$ 905,00 e a segunda de R$ 920,00 e, no Rio de Janeiro, existem oito faixas, cuja menor tem o valor de R$ 953,47 e a maior chega a R$ 2.432,72.

Para Kleber Rosa, os trabalhadores são os principais afetados pela política de austeridade governamental.  O Sociólogo aponta que, nos primeiros cinco meses de Governo, a Bahia perdeu 16.439 empregos. A situação da Região Metropolitana de Salvador (RMS)é ainda mais preocupante. Enquanto o interior gerou 3.436 postos de trabalho, a RMS perdeu 19. 875 empregos. De acordo com o sindicalista, o mau desempenho da economia brasileira está repercutindo no Estado.  “O país vive em meio às incertezas e à uma política conservadora na economia que a subordina  ao ajuste fiscal. E os estados, ao acompanharem a política de austeridade, vivem uma situação de estagnação econômica”, frisa.

Além da proposta do Salário Mínimo Regional, a Intersindical e demais movimentos socais vão apresentar ao Governador Rui Costa projetos voltados à geração de emprego destinados à juventude como, por exemplo, a adoção de um regime de cotas para os jovens no SINE-Bahia, revisão dos contratos de prestação de serviços das empresas terceirizadas com o Governo do Estado,  prioridade aos desabrigados pela chuva de Salvador no Programa Minha Casa,Minha Vida e projetos voltados às comunidades de terreiros de candomblé e agricultura familiar. A Intersindical é a instituição responsável em articular a reunião com o Governador e os movimentos sociais.

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