Em alegações finais, Ministério Público Federal afirma que ex-tesoureiro do PT tem “personalidade severamente negativa”

A imputação de crime a João Vaccari Neto consta das alegações finais da Procuradoria da República.

A imputação de crime a João Vaccari Neto consta das alegações finais da Procuradoria da República.

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou, em alegações finais de ação penal por propinas na Petrobrás, que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, alvo da Operação Lava Jato, ‘se utilizou da estrutura de partido político para perpetrar seus ilícitos, revelando com isso seu forte desrespeito às instituições políticas nacionais, refletindo personalidade severamente negativa’.

Ao requerer a condenação de Vaccari – por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa -, a uma pena superior a trinta anos de prisão em uma das ações penais sobre o esquema de corrupção que se instalou na Petrobras entre 2004 e 2014, o MPF sustenta que ele integrou organização criminosa para atuar ‘de forma a influenciar o processo eleitoral, diante do pagamento de propinas via doações oficiais e não oficiais’.

A imputação de crime a João Vaccari Neto consta das alegações finais da Procuradoria da República, fase do processo em que acusação e defesa apresentam seus argumentos derradeiros para o juiz. Em 274 páginas, onze procuradores da República também pedem a condenação do ex-diretor de Serviços da Petrobrás, Renato Duque (Serviços), e de outros nove investigados na Operação ‘Que País é Esse?’, 10.ª fase da Lava Jato, deflagrada em fevereiro.

Confira a íntegra do ação penal n° 5012331-04.2015.4.04.7000

Ação Penal em que configuram como réus João Vaccari Neto e outros

*Com informações do Estadão.

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