CMFS: oposicionista critica lentidão na execução de obras municipais; governista defende administração de José Ronaldo

Alberto Matos Nery: "Podemos listar aqui inúmeras obras nessa situação. A Praça do Alto do Cruzeiro ficou um ano cercada por tapumes. Quando foram retirados, não se viu nada além de pequenos reparos".

Alberto Matos Nery: “Podemos listar aqui inúmeras obras nessa situação. A Praça do Alto do Cruzeiro ficou um ano cercada por tapumes. Quando foram retirados, não se viu nada além de pequenos reparos”.

O vereador Alberto Nery (PT) cobrou na manhã desta segunda-feira (10/08/2015) o término de diversas obras iniciadas pela prefeitura municipal, sem previsão de conclusão. “Podemos listar aqui inúmeras obras nessa situação. A Praça do Alto do Cruzeiro ficou um ano cercada por tapumes. Quando foram retirados, não se viu nada além de pequenos reparos. A conclusão da reforma do Mercado de Arte Popular já teve vários prazos descumpridos e continua inacabado prejudicando os comerciantes. Sem falar das obras do Vila Olímpia”, lembrou.

As festas de inauguração de pavimentação de ruas também foram criticadas pelo líder da bancada de oposição. “A prefeitura inaugura ruas com festa, mas quando vamos a essas ruas constatamos que a realidade é outra. O calçamento da Pedra Ferrada é um exemplo. Estive lá logo depois da inauguração e o calçamento estava sendo refeito. Funcionários da empresa que realizam a obra chegaram a nos dizer que enquanto o “borrachudo“ não for retirado completamente, o calçamento não durará por muito tempo e sempre terá que ser refeito”, denunciou.

Ainda durante seu pronunciamento, o petista lembrou uma declaração do atual líder do governo, o vereador José Carneiro, que criticou a letargia do governo municipal. “Eu concordo com o que disse o vereador José Carneiro em 2013. Este governo precisa acordar. O município parece dormir em berço esplêndido. Não dá pra continuar com tantas obras inacabadas prejudicando a população”, finalizou.

José Carneiro responde a Nery sobre críticas à administração municipal

O líder governista, vereador José Carneiro (PSL),  se pronunciou sobre uma matéria jornalística, publicada no ano de 2013, que foi destacada pelo vereador Alberto Nery (PT), durante discurso  na tribuna da Casa Legislativa,  nesta segunda-feira (10/06/2015).

De acordo com o petista, na referida matéria, José Carneiro tece duras críticas à administração municipal, ao contrário do seu posicionamento atual,  “já que exerce  a função de líder do Governo na Câmara”.

Em resposta, José Carneiro disse que procede a informação de que ele utilizou a tribuna, por diversas vezes, para fazer críticas ao Governo Municipal. “Fiz sim, e se necessário fazer hoje, farei de novo. Agora, a diferença é que, anteriormente, a gente fazia críticas abertas na tribuna e, hoje, eu tenho, na condição de líder do Governo, aproximação com o prefeito, para transmiti-lo pessoalmente tudo aquilo que eu entendo que está errado; eu não preciso fazer alarde”, ressaltou.

O líder governista também se  pronunciou sobre a crítica de Nery a respeito de obras inacabadas do Governo do Município. “Vereador do PT falar de Obras inacabadas! Existe hoje uma proposta  de criação de CPI para discutir obras inacabadas do Governo do Estado. E aí, vereador Nery, Vossa Excelência, não tem a mesma coerência de falar sobre a questão”, declarou José Carneiro, cobrando a entrega da obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Geral Clériston Andrade e do Centro de Convenções.

Samu

Mudando de foco, o líder governista parabenizou o edil Beldes Ramos (PT) pela realização da audiência pública que tratou da regionalização do  Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na última sexta-feira, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana.

José Carneiro relatou que, durante a sua explanação no evento, ele mostrou, “por A mais B, que aquele discurso do deputado Jorge Solla não era verdadeiro, que o município de Feira de Santana não era o culpado pela não regionalização do Samu, a prova disso é que o deputado se calou, concordando plenamente que o que ocorre não é por falta de boa vontade do Governo Municipal de Feira de Santana, e sim pela política que está sendo implantada neste país, a política de sangria aos municípios, onde os prefeitos, inclusive do PT, de Amélia Rodrigues, afirmaram lá que estariam devolvendo uma UTI Móvel”.

Ele informou que, durante a audiência pública, o prefeito da cidade de Irará também afirmou que o prefeito José Ronaldo de Carvalho nunca foi empecilho para a regionalização do Samu.

José Carneiro disse que se gasta  R$ 509 mil  para manter o Samu de Feira de Santana. “Quando o órgão foi criado, a União bancava 50%. Sabe quanto ela manda hoje? 26,72%, um valor exatamente de  R$ 136 mil. O Estado se incumbiu de mandar 30%, manda hoje 12% e atrasa três, quatro meses para mandar esses recursos. Já o município de Feira gasta R$ 307 mil, o que corresponde a 61%.  Nenhum dos que estavam lá contestou os dados que nós apresentamos”, afirmou.

Ele acrescentou: “naquela oportunidade, nós questionamos ao ex-secretário de Saúde do Estado a construção de uma maternidade na macro região de Feira. A macro região  de Feira de Santana não tem uma única maternidade do Estado. A gente criticou e se calaram porque consentem”.

Em aparte, o vereador Roque Pereira (PTN) disse que o deputado Jorge Solla vem tentando “empurrar” a regionalização do Samu em Feira de Santana, “como fez com as cidades de Barreiras e Vitória da Conquista, onde  os prefeitos são seus aliados. Ele está querendo que a cidade de Feira banque o Samu regional”.

Na oportunidade, Roque criticou a segurança no Presídio Regional de Feira de Santana, denunciando que do total de  17 guaritas do equipamento apenas quatro dispõem de policiais militares.  “O Estado fica na base do faz de conta, empurrando com a barriga, achando que o povo da Bahia é besta”, queixou-se.

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