SIHS analisa etapas para implantação das centrais de abastecimento de água

Helder Cortêz apresenta dados.

Helder Cortêz apresenta dados.

Seguindo orientação do governador Rui Costa de dar sustentabilidade aos sistemas de abastecimentos de água, doados às prefeituras municipais a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) realizou nesta segunda-feira (20/07/2015) a segunda rodada de negociação em prol do fortalecimento das Centrais de Associações Comunitárias para Manutenção de Sistemas de Saneamento. Técnicos da SIHS conheceram de perto o modelo de sucesso implementado no Ceará desde 1991 e na ocasião foram apontados os caminhos para que o projeto alavanque na Bahia, a começar pelo levantamento de critérios para implantação de novos projetos, já esboçados.

Apresentação rica de dados foi feita pelo gerente de Saneamento Rural da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cajece), Helder Cortêz. Segundo ele, foi primordial no Ceará a criação do Sisar, (Federação de Associações que operam o sistema com autossuficiência). “E hoje já existem oito centrais, duas com sede própria que administram 152 mil famílias, o que equivale a 500 mil cearenses”, explicou.

Mais além, Cortêz frisou que o faturamento é de R$ 14.577.631 milhões e que a eficiência de arrecadação é de 97%, cuja inadimplência em 2014 foi de 3%, a maior dos últimos anos (em 2013 foi de 1,65%). “Ou seja, não se trata apenas de melhorias na saúde, qualidade de vida e no social, mas de um modelo eficiente que veio para ficar e mudar a realidade do saneamento aonde for implementado”, fez questão de frisar.

A explanação, conforme destacou o secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Cássio Peixoto, foi de suma importância para a Pasta dar largada à fase de identificação das áreas onde novas centrais serão instaladas na Bahia, permitindo assim que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) se debrucem em grandes intervenções.  “E, consequentemente, as zonas rurais mudem suas realidades, dando fim ao abastecimento através de carros pipas ou água sem o devido tratamento”.

Peixoto lembrou ainda que na semana passada sentou-se à mesa com o diretor-superintendente do Sebrae, Adhvan Furtado avaliando modelos para gerenciamento dessas unidades como micro empresas. “Nosso desafio junto ao saneamento rural é enorme e, exatamente por isso, queremos que esse modelo das Centrais de Associações Comunitárias ganhem perfis empresariais sólidos e que possam, num futuro próximo caminhar sozinhos, oferecendo capacitação, emprego e renda para as regiões dispersas”, disse, ressaltando que há também a possibilidade de aportar recursos para as centrais via Agência de Fomento, a exemplo do Desenbahia instituição que já manifestou interesse em estabelecer parceria com a SIHS. Por fim, o secretário reforçou que as centrais terão todo o apoio do governo por meio da Cerb, Agersa, Embasa e consultores disponibilizados pelo Sebrae.

Outras publicações

Com R$ 750 milhões em investimentos, Litoral Norte da Bahia ganhará novo complexo hoteleiro O grupo empresarial Invisa Internacional Hotéis vai investir R$ 750 milhões na construção de um complexo com 2,4 mil unidades hoteleiras (suítes), 30...
Governo Wagner institui Observatório de Violências e Acidentes Registrar, sistematizar e disponibilizar dados estatísticos sobre as violências e acidentes ocorridos no estado, além de revisar e compatibilizar as m...
Em Brasília, governador eleito da Bahia discute projeto do VLT de Salvador Governador eleito Rui Costa busca viabilizar recursos financeiros para projetos. O antigo trem do Subúrbio dará lugar ao Veículo Leve sobre Trilhos,...

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br