Senador Renan Calheiros afirma que Congresso Nacional quer contribuir para a estabilidade do país

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prevendo “uma agenda muito pesada” para o segundo semestre, o presidente do Senado afirmou: “Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos”.

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prevendo “uma agenda muito pesada” para o segundo semestre, o presidente do Senado afirmou: “Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos”.

Em discurso veiculado na noite desta sexta-feira (17/07/2015), o presidente do Senado, Renan Calheiros, fez um balanço das atividades do primeiro semestre e analisou a conjuntura política e econômica. Segundo Renan Calheiros, o “Congresso Nacional não quer e nem será agente de instabilidade. Ao contrário, quer contribuir para proporcionar a tranquilidade e a estabilidade de que o país precisa.

Confira a  íntegra do discurso

– A disposição do Congresso Nacional é de colaboração. Esse sentimento, entretanto, não pode ser confundido com submissão ou omissão do Parlamento – afirmou.

Renan disse que o país passa por uma crise política e econômica. Para ele, o segmento político acabou contaminado pelos insucessos da economia.

– Estamos na escuridão, assistindo a um filme de terror sem fim e precisamos de uma luz indicando que o horror terá fim. O país pede isso todos os dias – disse o senador.

“Meses nebulosos”

Renan, que como presidente do Sendo também preside a Mesa do Congresso Nacional, reconheceu que o Legislativo terá um semestre difícil, concentrando agendas sensíveis. Ele citou entre os temas delicados as dificuldades na economia, a análise de vetos presidenciais, as CPIs, o projeto da Lei de Responsabilidade das Estatais.

– Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada. Cabe a todos nós resolvê-la – conclamou.

“Boquinha do apadrinhamento”

Para o presidente do Senado, o governo federal precisa dar o exemplo para alcançar o ajuste fiscal.

– É preciso cortar, cortar ministérios, cortar cargos comissionados, enxugar a máquina pública e ultrapassar, de uma vez por todas, a prática superada da ‘boquinha e do apadrinhamento’ – aconselhou.

Renan afirmou que a maioria do Congresso é contrária à aprovação de novos tributos ou ao aumento de impostos Ele lembrou que a sociedade já está no limite de sua contribuição com impostos, tarifaços, inflação e juros.

Eduardo Cunha

Renan elogiou a atuação de Eduardo Cunha à frente da Câmara dos Deputados. Para ele, Cunha tem sido um bom presidente, implementando um ritmo de votações.

– Acho que a atuação dele, sua independência, colaborou muito para este novo momento do Congresso Nacional – afirmou.

O presidente afirmou que a independência do Congresso é um caminho sem volta. Segundo Renan, cada vez mais as relações entre poderes, independentemente de associações eleitorais ou partidárias, será institucional.

PMDB

Em relação à recusa do PMDB de ser coadjuvante e de ir em busca do protagonismo político, Renan disse que vê com felicidade essa postura.

– A razão de ser de qualquer agremiação partidária é conquistar o poder pelo voto em nome das teses e programas que defende. O PMDB não pode sucumbir ao aparelhamento. Não é inteligente fazer isso – disse.

Legitimidade

O presidente do Senado disse que não é defensor de soluções marginais, que estejam à margem da legalidade. Ele explicou que o poder é conquistado nas urnas, no convencimento do eleitor, na credibilidade que passam as propostas e os programas de governo.

– A legitimidade é um conceito inafastável do poder. Democracia, como forma superior de governo, não se confunde com vassalagem à autoridade. Pelo contrário, é o governo de iguais que passa pelo respeito ao indivíduo – ressaltou.

Para ele, o governo deve temer a sociedade e não contrário.

– Não praticamos comportamentos políticos ambíguos, mas também não silenciamos diante de erros e injustiças. Soubemos e saberemos apontá-las quando for o caso – completou.

Articulação política

Ao comentar o trabalho que tem sido feito pelo vice-presidente da República, Michel Temer, no comando da articulação política do governo, Renan disse que Temer tem as virtudes da paciência e da perseverança.

– Ele é um homem prudente, da conciliação, do diálogo, que está sendo importante para este momento de instabilidade do país – afirmou.

Denúncias

Renan reiterou que os homens públicos devem responder às demandas da Justiça.

– A diferença está na qualidade das respostas e as que me cabem prestarei todas as vezes em que a Justiça me solicitar, à luz do dia, democraticamente, no processo legal – disse.

Ele afirmou que não há fato novo envolvendo o seu nome. Disse que a acusação que lhe é feita é “um disco arranhado, um ventilador repetitivo”.

Sobre a alegação de que uma terceira pessoa foi apontada como intermediário, o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), ele afirmou que nunca autorizou ou credenciou qualquer pessoa a falar em nome dele em qualquer lugar. Acrescentou que o próprio deputado desmentiu, em várias oportunidades, declarações que lhe foram atribuídas.

Renan também disse que suas relações com os diretores e presidentes de empresas públicas nunca ultrapassaram o limite institucional.

– A investigação técnica, isenta vai mostrar tudo que venho reiterando desde o primeiro dia. Não tenho nenhuma relação com o que está sendo investigado – afirmou.

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