Preço dos alimentos continuará em declínio na próxima década, afirma FAO

Consumidor escolhendo frutas em um mercado em Barcelona, na Espanha. Apesar do cenário vantajoso no preço global dos alimentos, os valores provavelmente permanecerão em níveis superiores aos no início da década de 2000, destaca o relatório Panorama de Agricultura 2015-2014 da FAO-OECD.

Consumidor escolhendo frutas em um mercado em Barcelona, na Espanha. Apesar do cenário vantajoso no preço global dos alimentos, os valores provavelmente permanecerão em níveis superiores aos no início da década de 2000, destaca o relatório Panorama de Agricultura 2015-2014 da FAO-OECD.

O preço dos produtos agrícolas globais continuará a cair gradualmente durante a próxima década devido a uma combinação de fortes rendimentos das colheitas, alta produção e crescimento mais lento da demanda global, de acordo com o novo relatório lançado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nesta quarta-feira (01/07/2015).

Lançado em conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OECD), o Panorama de Agricultura 2015-2014 da FAO-OECD observa que o preço baixo do petróleo gera uma redução dos custos de energia e fertilizante e elimina os incentivos para a produção de biocombustíveis de primeira geração feito a partir de colheitas de alimento.

Esses fatores favorecem o declínio dos preços dos produtos alimentares nos próximos dez anos. Porém, apesar desse cenário vantajoso, os preços provavelmente permanecerão em níveis superiores aos no início da década de 2000, acrescenta o relatório.

Por outro lado, a alta demanda de açúcar nos países em desenvolvimento provavelmente aumentará os preços dessa commodity e estimulará mais investimentos no setor. O relatório sugere que o resultado do mercado, no entanto, será condicionado pela competição em curso em torno a rentabilidade do açúcar contra o etanol no Brasil, considerado o líder em produção mundial.

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