Nove eixos temáticos são aprovados na Conferência de Educação promovida pela Prefeitura de Feira de Santana

Prefeitura de Feira de Santana promoveu conferência sobre educação.

Prefeitura de Feira de Santana promoveu conferência sobre educação.

Nove dos 14 eixos temáticos que integram o Plano Municipal de Educação de Feira de Santana foram discutidos e votados até esta segunda-feira, (27/07/2015), durante a Plenária da II Conferência Municipal de Educação que encerrou hoje o seu oitavo dia de trabalho. O evento, que conta com a participação de pais, professores, gestores escolares, representantes de sindicatos e de diversos setores da sociedade civil organizada, terá ainda mais dois dias até a quarta-feira, 29, na Fundação Senhor dos Passos, bairro Baraúnas.

Os eixos que apresentam metas e diretrizes para a Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior, Educação para Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Especial, Ensino a Distância e Tecnologias Educacionais, Educação Profissional e Tecnológica já foram aprovados, os dois últimos nesta segunda-feira. Até o encerramento desta matéria, os delegados votavam o tema Financiamento e Gestão.

Além desse, os temas Formação de Professores e Valorização do Magistério; Educação Ambiental; Educação para Relações Étnicorraciais e Gênero e Sexualidade são os próximos focos do debate.

O debate aberto e exaustivo de cada um dos temas é um dos destaques da Conferência. “Os trabalhos da plenária estão sendo bem intensos”, avalia a professora Vânia Moraes, que também é integrante do Conselho Municipal de Educação (CME). “As discussões são aprofundadas e contam com uma ampla participação dos delegados. Ainda que seja de forma lenta e até mesmo cansativa, todos estão efetivamente discutindo o Plano Municipal”, avalia.

O professor Marialvo Barreto, um dos mediadores do debate, explica que o Plano Nacional de Educação (PNE) contou com apenas um dia de plenária por ter sido realizado de outra forma. “Nas Salas Temáticas do PNE, tudo que foi votado com mais de 50% da aprovação não passou pela Plenária Final, e isto não aconteceu na revisão aqui do PME”, explica. “O texto do PME é muito bom e está sendo construído de forma democrática, todos os delegados interagem e levantam propostas”, diz Marialvo, que é diretor do Sindicato dos Professores do Estado da Bahia em Feira de Santana, Sinpro.

Uma das delegadas ativa da Plenária, a professora Sidinea Pedreira, representante do Movimento de Mulheres no município, argumenta que a conferência poderia contar com uma participação mais ativa da sociedade civil. “Acredito que esta conferência registra uma participação mais ativa que a última, no entanto, esta ainda é muito tímida. Na minha opinião, seria necessária uma divulgação mais ampla do evento”, avalia.

Outro questionamento da delegada foi o modelo da Conferência, “que poderia incluir antes do evento, fóruns, discussões e pré-conferências. Desta maneira, todo esse processo, que deveria ter sido realizado antes, ficou para este momento”, defende Sidinea.

“A Comissão seguiu as orientações do Ministério da Educação no momento de decidir por este modelo de conferência”, garante Marcos da Silva da Rosa, presidente da Comissão de Acompanhamento, Avaliação e Adequação do PME que é integrada por representantes de diversos segmentos ligados à Educação.

“A maioria dos municípios não realiza pré-conferências, pois segue este mesmo modelo. De qualquer forma, se houvesse mais encontros, chegaríamos ao mesmo resultado. O principal motivo do prolongamento da Plenária é a quantidade extensa de estratégias e diretrizes para serem discutidas e votadas. Além disso, todos os participantes apresentam sua opinião”, conclui.

A professora Fani Quitéria Nascimento Rehem, da Universidade Estadual de Feira de Santana, membro do CME e da comissão organizadora da Conferência, defende que as pré-conferências poderiam ter acontecido, mas isto não necessariamente resultaria num trabalho mais ágil. “Não tivemos tempo suficiente para realizar pré-conferências, mas isso não inviabiliza a qualidade do processo de revisão. Este é um plano construído de forma conjunta, em um processo extremamente democrático”, avalia Fani.

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