Meu dinheiro: por que investir no Tesouro Direto? | Por Lélio Braga Calhau

Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça do Consumidor no Ministério Público de Minas Gerais.

Lélio Braga Calhau é promotor de justiça do consumidor no Ministério Público de Minas Gerais.

Recentemente, o ganho real da poupança em 12 meses teve o pior resultado desde outubro de 2003. Também há pouco tempo, a caderneta de poupança registrou a maior saída de recursos em 20 anos. Tem crescido consideravelmente, nos últimos meses, o fluxo de investidores brasileiros que aumentam suas aplicações no Tesouro Direto, um investimento de renda fixa (pré ou pós-fixados), onde você compra títulos da dívida pública diretamente do governo.

Tal movimento ocorre no sentindo inverso ao da caderneta de poupança. Enquanto os depósitos no Tesouro Direto aumentam, a quantidade de dinheiro na caderneta de poupança diminui. E não seria por menos. A caderneta de poupança paga anualmente algo próximo a 6,5% e o Tesouro Prefixado mais de 13% ao ano bruto.

Se a inflação hoje está em torno de 13%, e a poupança paga somente 6,5%, não tenha dúvida, você está empobrecendo e perdendo sua capacidade de comprar as coisas. Aí vem a pergunta: e por que a grande maioria dos brasileiros não aplica no Tesouro Direto, mesmo com a possibilidade de investir valores baixos, inferiores a cinqüenta reais? Por que o Tesouro Direto não é um produto tão popular como a Caderneta de Poupança?

O principal fator, sem dúvida nenhuma, é a falta de uma campanha em massa para divulgar o produto. Em seguida, é o desinteresse claro dos bancos, que estão acostumados a oferecer produtos que interessam mais a eles do que aos consumidores.

Por fim, pesquise no site do governo sobre o Tesouro Direto e o coloque como uma opção (a mais) de investimento. Seu bolso só tem a agradecer.

Lélio Braga Calhau é Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast “Educação Financeira para Todos”.

Sobre a Educação Financeira para Todos

Criado e mantido por Lélio Braga Calhau, Promotor de Justiça do Consumidor no Ministério Público de Minas Gerais, o Portal Educação Financeira Para Todos promove conteúdo gratuito sobre planejamento financeiro. Sua missão é conscientizar os consumidores brasileiros através de artigos, cases, vídeos e reflexões sobre gastos sem planejamento.

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