Entidades da Bahia recebem prêmio BNDES de ‘Boas Práticas em Economia Solidária’

O Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária é uma parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). Cerimônia ocorreu em Santa Maria (RS), na 22ª Feira Internacional de Cooperativismo e 11ª Feira Latino-Americana de Economia Solidária.

O Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária é uma parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). Cerimônia ocorreu em Santa Maria (RS), na 22ª Feira Internacional de Cooperativismo e 11ª Feira Latino-Americana de Economia Solidária.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entregou no sábado, (11/07/2015), em Santa Maria (RS), o Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária a 48 iniciativas. São 30 empreendimentos econômicos solidários (EESs) formalizados, 8 ainda não formalizados e 10 redes de EESs, distribuídos por 21 Estados em todas as regiões brasileiras.

A premiação total, que será entregue na 22ª Feira Internacional de Cooperativismo (Feicoop 2015) e 11ª Feira Latino-Americana de Economia Solidária (EcoSol 2015), chega a R$ 1,26 milhão. Cada EES premiado, formalizado ou não, receberá R$ 20 mil. Para cada rede contemplada serão destinados R$ 50 mil. Os recursos devem ser utilizados no fortalecimento e na consolidação das iniciativas agraciadas, contribuindo também para a formalização dos empreendimentos ainda não formalizados.

Os objetivos são reconhecer os esforços e ampliar a visibilidade de empreendimentos econômicos solidários que desenvolvam os princípios da autogestão, solidariedade e cooperação; incentivar a mobilização de atores sociais a partir de experiências e ações de referência para a sociedade; e aprofundar o conhecimento sobre o tema no País, melhorando o diálogo, a construção e a implementação de políticas públicas de apoio e investimento aos EESs.

O Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária é uma parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).

Confira as iniciativas selecionadas:

FORMALIZADOS

•        Cooperativa dos Artesãos de Barra Nova (AL) – Formada exclusivamente por mulheres (21 cooperadas e outras 39 artesãs que participam indiretamente), a cooperativa produz e comercializa o artesanato do “filé”, bordado tradicional que é responsável pela renda de 70% dos artesãos alagoanos.

•        Associação dos Moradores e Amigos do Povoado de Barreiras (AL) – Gera trabalho e renda aos 16 associados pela fabricação de produtos de limpeza, tais como água sanitária, amaciante, cera líquida, detergente, desinfetante, sabão e xampu automotivo, produzidos em escala comercial.

•        Associação das Rendeiras da Cidade de Dias d’Ávila (BA) – Constituída por 48 integrantes, tem como objetivo difundir e resgatar a arte e a cultura da renda de bilros e bordados a mão.

•        Cooperativa Agropecuária e Industrial de Coqueiro de Monte Gordo (BA) – Composta de 30 cooperados, em sua maioria mulheres, fabrica cocadas, biscoitos de goma e broas, cria peixes e produz hortaliças, mandioca, ovos e mel.

•        Associação Vencer Juntos de Projeto de Geração de Renda da Diocese de Limoeiro (CE) – Com 130 associados, colabora com a comercialização de produtos do município de Limoeiro do Norte e gere o Fundo Rotativo Solidário.

•        Associação Cultural e Artística de Anápolis (GO) – Reunindo 25 associados, visa prioritariamente a resgatar jovens em situação de risco por meio de aulas e oficinas de dança, percussão, costura, artesanato, cerâmica, modelagem e pintura, mas também beneficiam idosos.

•        Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Região do Bom Sucesso (GO) – Formada por 29 associados, participa do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) fornecendo galinha, ovos, polvilho, farinha, banana, mandioca, milho verde, cenoura, beterraba, tomate, alface, temperos e polpa de frutas. Os produtos também são vendidos em feiras livres e na Ceasa.

•        Associação Nossa Senhora de Loreto (MA) – Com 18 associados e núcleos de panificação, horta agroecológica, criação de pequenos animais, produção de verduras, grãos e frutas e artesanato, a entidade prioriza jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade.

•        Associação de Artesanato da Comunidade Maloca/Mulheres da Vila (MG) – Composta de 36 mulheres da Grande Belo Horizonte, produz peças de vestuário e acessórios como bolsas, colchas, colares, chaveiros e chinelos com retalhos de malhas e tecidos que seriam descartados.

•        Cooperativa de Agricultura Familiar Solidária de Espera Feliz (MG) – Seus 119 cooperados produzem 38 itens diferentes, com destaque para hortaliças, legumes e frutas, comercializadas em feiras e também pelo PAA e PNAE.

•        Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Economia Solidária (MS) – Constituída por 104 integrantes, beneficia diretamente 460 pessoas e indiretamente 1.500, majoritariamente mulheres, incluindo agricultores, quilombolas e indígenas de 37 municípios, comercializando produtos como artesanato, doces, compotas e verduras.

•        Associação de Produtores e Produtoras Artesanais de Chapada (MT) – Com 32 associados, promove oficinas de capacitação em artesanato e comercializa diversos produtos, como camisetas, panelas, pratos, copos, cachaças orgânicas e biscoitos.

•        Cooperativa dos Catadores e Catadoras de Reciclagem de Marcos Moura (PB) – Reúne 19 cooperados, que coletam porta a porta os resíduos doados por parceiros, tais como usinas, Fórum de Santa Rita, Correios de João Pessoa, Infraero, CBTU e escolas.

•        Associação de Produtores Agroecológicos e Moradores das Comunidades do Imbé, Marreco e Sítios Vizinhos (PE) – Composta de 32 integrantes, produz farinha, hortaliças, frutas, geleias e cocadas, comercializadas em feiras de economia solidária e agroecologia e também por meio do PNAE.

•        Círculo de Trabalhadores Cristãos de Gravatá (PE) – Composto de 10 trabalhadores que produzem brinquedos educativos, destinados ao público infantil.

•        Associação dos Catadores de Resíduos Recicláveis (PR) – Seus 39 associados coletam resíduos porta a porta e vendem os materiais separados e prensados no barracão da entidade. Em média, são coletadas 100 toneladas por mês.

•        Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória Ltda (PR) – Formada por famílias de assentados da reforma agrária, reúne 36 cooperados e industrializa açúcar mascavo, cachaça e melado.

•        Associação de Artesãos de São João da Barra – Alcimar Simões B (RJ) – Com 35 associados, produz e comercializa, em três pontos de venda fixos e em feiras itinerantes, itens sustentáveis a partir de matérias primas da região e materiais recicláveis, como conchas, madeira e palha, além de trabalhos em crochê e ponto cruz, doces, geleias e tapiocas.

•        Banco Comunitário do Preventório (RJ) – Formado por 10 integrantes, atua em parceria com Ampla, Caixa, Senaes e outras instituições, como ONGs, oferecendo, em moeda própria (o prevê, equivalente a R$ 1), crédito para consumo, com limite de R$ 100, e crédito produtivo, com limite entre R$ 300 e R$ 1.500, para empreendimentos na comunidade.

•        Cooperativa Agropecuária Cacho de Ouro (RN) – Seus 61 cooperados comercializam carnes, hortigranjeiros, bolos, doces e polpas de frutas produzidos localmente, além de promover capacitação e assistência técnica.

•        Cooperativa de Costureiras e Artesãos de Parnamirim (RN) – Reunindo 23 cooperados, na maioria mulheres, trabalha com crochê, macramê, fuxico, bonecas, bijuterias, patchwork, bordado, pintura em tecido, tenerife, MDF, customização, bolsas, conjuntos de cozinha, tapetes, reciclagem, costura e consertos.

•        Cooperativa de Empreendimento Econômico Solidário (RR) – Com 17 cooperados, produz uniformes escolares e profissionais, indumentárias, roupas sociais e esportivas e artesanato. Também faz consertos.

•        Centro Espírita Nação Tutumbaiê (RS) – Formado por 34 empreendedores, entre artistas, artesãos, permacultores e terapeutas naturais e holísticos, produz serviços e cosméticos naturais, presta serviços de massagens e terapias alternativas e oferece trabalhos comunitários.

•        Cooperativa Alternativa de Alimentos Vida Saudável (RS) – Seus 27 cooperados são majoritariamente mulheres, que produzem biscoitos, pães, cucas, tapioca, pamonha, bolos, sucos, rapaduras, quindins e alfajores. A maior parte da produção é destinada à merenda escolar.

•        Associação de Amigos, Usuários e Família do Serviço de Saúde Mental (SC) – Com 45 associados, atua na recuperação psicossocial, por meio de pintura em tela, decupagem, tear manual, costura em tecidos, mosaico de azulejos e trabalhos em cerâmica. Vende os produtos na feira de economia solidária da Universidade Regional de Blumenau.

•        Centro Público de Economia Solidária de Itajaí (SC) – Composto de 40 integrantes, comercializa serviços, como salão de beleza, massagens, yoga, costura, conserto de roupas, aulas de computação, entretenimento, eventos e buffet lactovegetariano, e produtos como peças de arte e artesanato, roupas para pets, roupas de algodão orgânico e itens de material reciclável.

•        Associação dos Artesãos de Japiaí Custódia de Jesus da Cruz (SP) – Suas 16 associadas, todas agricultoras, produzem utilitários domésticos e peças de decoração, tais como panelas, travessas, vasos, fruteiras, porta-joias, farinheiras, sopeiras, moringas e suvenires.

•        Costura e Confecções Osasco (SP) – Integrado por sete mulheres, o grupo produz camisetas, pijamas, saias de balé e uniformes profissionais.

•        Associação de Mulheres Feirantes de Taquarucu (TO) – Com 33 associadas, confecciona produtos artesanais a partir de material reciclado e os vende em uma feira permanente.

•        Cooperativa de Artesãos de Biojoias de Xambioiá (TO) – Formada por 20 cooperados, implementou uma fábrica de biojoias de sementes do Cerrado. Participa de eventos culturais, carnavalescos e juninos. Também promove mutirões de limpeza, distribuição de lixeiras, campanhas de conscientização e capacitação de empreendedores.

NÃO FORMALIZADOS 

•        Cia. Bate Palmas (CE) – Tem como integrantes 10 jovens do Conjunto Palmeiras, que trabalham para transformar a vida de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, atuando em apresentações culturais e na confecção de instrumentos musicais e roupas afro.

•        Fábrica-Escola Sabão Verde Vida (ES) – Seus cinco componentes fabricam e vendem sabão ecológico, obtido a partir de óleo de fritura usado, evitando o descarte inadequado de 160 litros de óleo por mês, além de promover educação ambiental nas comunidades.

•        Essências do Cerrado (MG) – Com 10 associados, o grupo produz alimentos naturais, como granola e farinhas enriquecidas, e fitoterápicos para uso humano, tais como tinturas de plantas do cerrado e de hortas caseiras, pomadas, géis, xaropes e argilas.

•        Grupo Camuanga de Capoeira-de-Angola (MS) – Formado por 47 empreendedores, presta serviços educacionais e culturais relacionados à prática e à preservação da capoeira-de-angola, como aulas, oficinas e produção de instrumentos (berimbaus e caxixis) e roupas temáticas.

•        Tecendo Economia Solidária (PE) – Constituído por 60 feirantes, o grupo promove semanalmente duas feiras de economia solidária, criando espaço para comercialização de produtos artesanais e da agricultura familiar da Mata Sul.

•        Comunidades em Rede (RJ) – Com 17 associados, o projeto reúne grupos de artesãos de três comunidades: Ponto Chic (Nova Iguaçu), Morro dos Macacos e Cidade de Deus. A partir de malotes descartados, fornecidos pelo Banco do Brasil, 27 costureiros reaproveitam a lona, transformando-a em objetos como bolsas, acessórios e brindes.

•        Ecopapel – Reciclando Vidas, Fazendo Arte (RS) – Composto de 7 integrantes, na maioria mulheres negras, o grupo fornece uma linha de 38 produtos de serviços, tais como oficinas de reciclagem, blocos de notas, cadernos, cartões, marcadores de páginas, porta-retratos e risques-rabisques.

•        Feira das Etnias de Rondônia (RO) – Formado por 15 associados, o grupo conta no total com a participação de 18 mulheres indígenas, que confeccionam produtos artesanais.

REDES 

•        Rede Bragantina de Economia Solidária, Artes e Sabores (Norte) – Reunindo associações e cooperativas de agricultores familiares, com 305 integrantes no total, comercializa 35 produtos, incluindo mel e derivados, feijão, andiroba, copaíba, gergelim, cará, macaxeira beneficiada, farinha d’água e derivados, frutas, ovos, galinha caipira e multimistura.

•        Produtos em Rede (Sudeste) – Formada por 17 organizações, com 125 componentes, a rede leva a feiras e eventos produtos, tais como peças artesanais, roupas, acessórios e cosméticos, e serviços, como apresentações culturais. Fomenta atividades com 1.100 participantes, elevando a renda dos empreendedores em 20%, em média.

•        Rede Solidária Cata-Vida (Sudeste) – Une cinco organizações, congregando 332 catadores de materiais recicláveis de 22 municípios das regiões de Sorocaba e Itapeva, que prestam serviços de coleta, triagem, beneficiamento e comercialização de resíduos, tais como papéis, vidros, plásticos, metais, óleo usado em frituras e eletrônicos.

•        Rede Bodega (Nordeste) – Com 218 integrantes, de 25 grupos cooperados do Vale do Jaguaribe, a rede comercializa diversos produtos agroecológicos e artesanais, como mel, doces, hortigranjeiros, bebidas, bonecas de pano, bordados, crochês, roupas e acessórios, além de serviços de refeições, hospedagem e gráfica.

•        Rede de Produtoras da Bahia (Nordeste) – Reunindo 454 integrantes de 62 empreendimentos formados só por mulheres, a rede produz alimentos, como compotas, geleias, polpa de frutas, bolos, beijus, biscoitos, iogurte, queijos e doces, presta serviços de buffet e confecciona peças artesanais, como bolsas, chapéus, ornamentos e objetos de decoração.

•        Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú (Nordeste) – Articula 30 grupos, com 211 integrantes no total, oferecendo diversos produtos, incluido doces, geleias, polpas, cocacas, bolos, licores, peças decvorativas, vestuário e adereços femininos, bordados, cereais, ovos, carne de galinha e de bode, macaxeira, batata, frutas e hortaliças.

•        Cooperativa Central Justa Trama (Sul) – Formada por 302 cooperados, de sete empreendimentos, conta com cerca de 700 trabalhadores, que produzem camisetas, calças, bermudas, shorts, vestidos, blusas, camisas, saias, jaquetas, coletes, bolsas, mochilas, sacolas, biojoias, brinquedos, jogos de lençóis e calçados.

•        Projeto Esperança/Coesperança (Sul) – Reúne mais de 40 pontos de comercialização, com 2.366 associados, para vender produtos coloniais, hortigranjeiros ecológicos, artesanais, de panificação, de confecção, de serigrafia e da agricultura familiar, além de prestar serviços.

•        Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais (Sudeste) – É composta de 11 empreendimentos, compostos por 166 catadores, em sua maioria mulheres negras adultas, que coletam e comercializam materiais recicláveis na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

•        Fundo Rotativo Unidos Vivendo em Ação (Centro-Oeste) – A rede é formada por seis empreendimentos, com 111 associados, e oferece diversos produtos e serviços, como doces e conservas, artesanato, costura e bordado e coleta de material reciclável.

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