Defesa do ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada avalia prisão como desnecessária

Jorge Luiz Zelada foi preso por envolvimento em atos de corrupção.

Jorge Luiz Zelada foi preso por envolvimento em atos de corrupção.

A defesa do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, avaliou como desnecessária a prisão do ex-executivo, ocorrida hoje (02/07/20145), como parte da 15° fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). O advogado de Zelada, Eduardo de Moraes, informou que o cliente sempre esteve à disposição das autoridades e não oferece risco às investigações.

Em nota, o advogado explicou que, quando tiver acesso ao teor da decisão, tomará as medidas necessárias para requerer a liberdade do ex-diretor da Petrobras.

“Jorge Zelada sempre esteve à disposição das autoridades públicas. Sua liberdade não representa, como nunca representou, qualquer risco à investigação ou à ordem pública. O método de prender para apurar e processar subverte a Constituição Federal e precisa ser repelido, sob pena de imperar, como está imperando, o arbítrio em detrimento da lei”, acrescentou Eduardo de Moraes.

A Polícia Federal prendeu hoje de manhã o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, durante a Operação Mônaco, parte da 15ª fase da Operação Lava Jato. Jorge Zelada foi citado por delatores presos nas fases anteriores da operação.

Em entrevista coletiva para detalhar a ação, o procurador Carlos Fernando Santos Lima esclareceu que, após o início da Lava Jato, Zelada teria recebido valores indevidos em operações na estatal, entre eles aluguel de navios-sonda, feito remessas de dinheiro para a China e transferido recursos entre a Suíça e Mônaco.

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