Atlas Brasil: Quatro regiões metropolitanas mostram progresso em indicadores socioeconômicos

Vista panorâmica de Salvador. Apesar dos avanços generalizados, a desigualdade em nível intrametropolitano ainda existe, revelando um quadro de injustiça social que persiste tanto no Sudeste como no Nordeste. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

Vista panorâmica de Salvador. Apesar dos avanços generalizados, a desigualdade em nível intrametropolitano ainda existe, revelando um quadro de injustiça social que persiste tanto no Sudeste como no Nordeste. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

A Fundação João Pinheiro, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançaram nesta quarta-feira (01/07/2015) novos dados para o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras. Nesta nova fase, o site do Atlas recebeu indicadores de quatro regiões metropolitanas: Maceió (AL), Baixada Santista (SP), Campinas (SP) e Vale do Paraíba/Litoral Norte (SP). As quatro novas regiões metropolitanas somam-se a outras 16 cujos indicadores foram divulgados em novembro de 2014.

Mais uma vez os dados confirmam os avanços nos indicadores socioeconômicos brasileiros entre 2000 e 2010. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e todos os outros 200 indicadores socioeconômicos levantados cresceram nas quatro regiões pesquisadas. Atualmente, todas elas se encontram na faixa de Alto Desenvolvimento Humano, com IDHM acima de 0,700. A região metropolitana da Baixada Santista avançou 11% no período, enquanto as regiões de Campinas e Vale do Paraíba/Litoral Norte tiveram aumento de aproximadamente 11,5% no IDHM. O maior avanço foi observado na Região Metropolitana de Maceió, que cresceu quase 24%, porém, ainda assim, ocupa a última posição no ranking.

Apesar dos avanços generalizados, a desigualdade em nível intrametropolitano ainda existe, revelando um quadro de injustiça social que persiste tanto no Sudeste como no Nordeste. Seja em Campinas (SP) ou Maceió (AL), a diferença na esperança de vida ao nascer, dentro mesma região metropolitana, é de mais de 10 anos. Isso significa que a criança que nasce em uma área pobre da cidade, possivelmente, viverá 10 anos a menos que aquela que nasce em um bairro mais rico.

No campo da educação, a análise da situação nas diversas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) – conceito próximo ao de bairros – mostra um panorama igualmente impactante: enquanto em algumas áreas mais de 90% das pessoas com 18 anos ou mais possuem o ensino fundamental completo, em outras áreas esse percentual fica entre 30% e 40%, aproximadamente.

Se o indicador analisado é a renda per capita média mensal das pessoas, a desigualdade também aparece de forma marcante. Na região metropolitana de Maceió, a renda per capita mensal vai de pouco mais de 200 a mais de 4 mil reais. Na região metropolitana de Campinas, da Baixada Santista e do Vale do Paraíba e Litoral Norte a situação é a mesma, sendo que nas áreas ricas a renda mensal per capita supera os 4 mil reais, ficando entre 300 e 400 reais nas áreas menos favorecidas.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é uma medida composta de indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.

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