Viva São João Batista!

Figura de São João Batista na infância.

Figura de São João Batista na infância.

São João era menino

Só vivia nas campinas

Pastorando as suas ovelhas

Pregando a Santa Doutrina.

 

Pregando a Santa Doutrina

O amor ele empregou

Atrás dele veio Jesus

E toda a verdade afirmou.

 

Toda a verdade afirmou

Gravou no coração

Ambos foram batizados

No rio de Jordão.

 

No rio de Jordão

Ambos estiveram em pé

Um é filho de Maria

O outro é filho de Isabel.

 

Jesus estava vestido

Com sua roupa cor de cana

Dando vivas ao pai eterno

Viva a Senhora Sant’Ana.

(Hino n. 66 do Hinário O Cruzeiro Universal, do Mestre Raimundo Irineu Serra)

Nos Evangelhos é contado que Maria, grávida do menino Jesus, viajou a uma cidade da Judéia e ao chegar à casa de Zacarias, cumprimentou Isabel – sua prima – grávida do menino João. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grito, exclamou:

— Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Pois quando ouvi a voz de tua saudação, a criança saltou de alegria no meu ventre.

 

Um é filho de Maria

E o outro é filho de Isabel

De João é dito que, no décimo quinto ano do império de César Tibério, a mensagem de Deus foi dirigida a ele, no deserto, onde crescia como pastor de ovelhas. João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro em volta da cintura. Seu alimento era constituído de gafanhotos e mel silvestre.

São João era menino

Só vivia nas Campinas

Pastorando as suas ovelhas

Pregando a Santa Doutrina

Zacarias, seu pai, inspirado pelo Espírito Santo, dele havia profetizado:

— Tu, menino, serás chamado Profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, preparando os seus caminhos.

Pregando a Santa Doutrina

O amor ele empregou

Atrás dele veio Jesus

Toda verdade afirmou

João percorreu toda a Judéia pregando o batismo e o arrependimento para a remissão dos pecados. Acorriam a ele todos os habitantes do país e dos arredores do Jordão. E eram batizados por ele no rio Jordão reconhecendo publicamente os seus pecados.

Toda verdade afirmou

Gravou no coração

— Quem és tu? Perguntaram os sacerdotes e levitas que os judeus enviaram para o interrogarem.

— Eu sou a voz que clama no deserto, respondeu João, eu batizo com água. Mas no meio de vós está quem não conheceis. Ele que vem depois de mim vos batizará com o Espírito Santoe dele nem sequer sou digno de lhe desatar a correia das sandálias.

Porém, de João dá testemunho Jesus:

— Entre os nascidos de mulher não surgiu nenhum maior do que João.

Ambos foram batizados

No Rio de Jordão

Certo dia Jesus saiu de Nazaré da Galileia para o Jordão, ao encontro de João a fim de ser batizado por ele. Mas João se recusava dizendo:

— Eu sou quem devo ser batizado por vós, e vós vinde a mim?

— Deixa por agora, respondeu Jesus, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.

Diante disso, João consentiu.

No Rio de Jordão

Ambos tiveram em pé

Logo que Jesus saiu da água, os céus se abriram, e o Espírito Santo como pomba desceu sobre Ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia:

— Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo”.

E assim é narrada a história do batismo do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste hino, São João, o Batista, é apresentado como menino-pastor e tem no seu dia, 24 de junho, uma das mais importantes festas oficiais do calendário da Doutrina do Santo Daime. Nessa data o hino é cantado com muito vigor e alegria, e costuma-se repeti-lo três vezes.

As homenagens rendidas a São João Batista resultam do seu fundamental papel como anunciador da chegada do Messias, da condição de quem Lhe administrou o batismo e do testemunho público que Lhe foi dado.

A popularidade e prestígio de São João no imaginário popular do nordeste brasileiro o faz um dos santos católicos mais concorridos, e a comemoração do seu dia, com grandes festejos, simboliza para as comunidades agrícolas a festa da colheita, além de coincidir com o solstício de inverno.

Jesus estava vestido

Com sua roupa cor de cana

Dando viva ao Pai Eterno

Viva a Senhora Santana

No hino é reafirmada a importância que é dada na Doutrina do Santo Daime à Sagrada Família, quando saúda a avó de Jesus Cristo, mãe de Maria, a Senhora Santana.

O irmão amigo que quiser conhecer outros estudos do Hinário do Mestre Irineu acessem  www.mestreirineu.org/livro_juarez.pdf

Sobre o autor

Juarez Duarte Bomfim
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. com.br.