Vereadora critica qualidade dos serviços de saúde de Feira de Santana

Aldney Bastos Marques (Neinha): "Ele tem 30 dias batendo cabeça para operar em Feira de Santana. R$ 6 mil pediram ao paciente para fazer a cirurgia. Não é justo o seu direito ser violado”.

Aldney Bastos Marques (Neinha): “Ele tem 30 dias batendo cabeça para operar em Feira de Santana. R$ 6 mil pediram ao paciente para fazer a cirurgia. Não é justo o seu direito ser violado”.

No uso da tribuna no tempo do grande expediente, nesta segunda-feira (01/06/2015), a vereadora Neinha (PMN) voltou a criticar a saúde de Feira de Santana. Segundo ela, é preciso que os responsáveis pela saúde no Estado e no Município de Feira de Santana encontrem uma solução para os pacientes que precisam passar por procedimento cirúrgico ortopédico.

“Volto a tratar da saúde nesta tribuna e dizer ao vereador Edvaldo Lima que o Hospital Geral Clériston Andrade é um local de grande importância para Feira de Santana, mesmo estando sucateado, pois atende urgência e emergência. Minha preocupação é quando o paciente sai do Clériston e fica procurando um hospital para fazer uma cirurgia ortopédica. Fica difícil o paciente sair do HGCA, depois de um acidente ou uma fratura, e não saber onde vai ser operado”, disse.

A vereadora voltou a relatar o caso do pedreiro que caiu e precisa fazer uma cirurgia, mas não encontra unidade hospitalar pública para realizar o procedimento que custa R$ 6 mil e cobrou o destino de verbas para a saúde. “Feira de Santana e o Estado precisam dizer para onde vão encaminhar os pacientes de ortopedia. Quero que me digam onde está o dinheiro investido para a realização de exames e procedimentos cirúrgicos. Em outras épocas, do outro Governo Estadual era diferente: no Clériston fazia mamografia, ultrassonografia e outros exames importantes”, comparou.

Em aparte o vereador Eli Ribeiro (PRB) afirmou que a responsabilidade do estado em que se encontra a saúde de Feira de Santana não pode ser do Município visto que o Governo Federal cortará milhões do recurso destinado à saúde. Também em aparte, o edil Luiz Augusto de Jesus, o Lulinha (PEN) disse que a culpa é do Governo do Estado que não construiu outro hospital geral para a cidade, como prometido em campanha.

Ainda em aparte, o líder do Governo na Casa, vereador José Carneiro Rocha (PSL) concordou em parte com Neinha e lamentou que a saúde está numa situação crítica em todo o país. “Não é só Feira de Santana que está vivendo dificuldades na saúde. Imagino que em 4 ou 5 meses sentiremos o reflexo do corte de mais de R$ 22 milhões para as prefeituras de todo o país. Imaginem como a população vai sofrer e quanto à saúde, não é só a ortopedia que passa por problemas, mas também a obstetrícia, a pediatria e outras especialidades. Vamos chamar a atenção das autoridades para tentar minimizar o sofrimento das pessoas”, pediu.

De volta com a palavra, Neinha finalizou seu pronunciamento afirmando que a saúde está fora de controle. “E nós, como vereadores, temos o direito de fiscalizar e tentar diminuir o sofrimento de pais e mães de família, que estão com um braço ou uma mão quebrada e não tem equipe de ortopedia para atender”, lamentou e solicitou que seja realizada uma audiência pública para tratar da ortopedia em Feira.

Neinha diz que paciente está aguardando cirurgia há 30 dias

A presidente da Comissão de Saúde e Desporto, vereadora Aldney Bastos Marques – Neinha (PMN), ocupou a tribuna da Casa Legislativa, na manhã desta segunda-feira (01), para externar sua indignação com a saúde pública em Feira de Santana, citando o caso de um paciente que há 30 dias está aguardando uma cirurgia ortopédica pelo Serviço Único de Saúde.

Ela contou que um pai de família, após cair de um telhado, fraturou um dos calcanhares e, por conta disso, foi encaminhado ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde não recebeu os cuidados devidos. Posteriormente, o paciente, segundo Neinha, tentou o atendimento nos Hospitais Casa de Saúde Santana e HTO, mas também não logrou êxito.

“Ele tem 30 dias batendo cabeça para operar em Feira de Santana. R$ 6 mil pediram ao paciente para fazer a cirurgia. Não é justo o seu direito ser violado”, reclamou Neinha.

Preocupada com a situação do paciente, a edil solicita ajuda da secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas, para realização do procedimento cirúrgico no HTO, já que, segundo a vereadora, o hospital atende pelo SUS e o pai de família  não tem como arcar com a cirurgia.

“Os pequenos não estão tendo acesso, os humildes estão sofrendo, um pai de família está 30 dias com o pé quebrado e sem poder operar. O Clériston Andrade agora é só empurrando a cirurgia de ortopedia, não está operando em Feira de Santana. Eu gostaria que o Município respondesse, eu gostaria que o Estado respondesse: onde está operando?”, questionou Neinha.

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