Revista Veja revela lista com nomes citados na delação premiada de Ricardo Pessoa ao MPF em Brasília

Ricardo Pessoa é capa da revista Veja de 26 de julho de 2015. Executivo revela detalhes do esquema de corrupção da Petrobras e entrega a lista dos beneficiados com o dinheiro desviado: as campanhas eleitorais de Dilma e Lula, deputados, senadores e ministros do governo.

Ricardo Pessoa é capa da revista Veja de 26 de julho de 2015. Executivo revela detalhes do esquema de corrupção da Petrobras e entrega a lista dos beneficiados com o dinheiro desviado: as campanhas eleitorais de Dilma e Lula, deputados, senadores e ministros do governo.

Planilha com lista dos favorecidos e os valores repassados por autorização de Ricardo Pessoa.

Planilha com lista dos favorecidos e os valores repassados por autorização de Ricardo Pessoa.

A matéria exclusiva produzida por Robson Bonin, e publicada pela Revista Veja em 26 de junho de 2015, aborda aspectos da colaboração premiada apresentada pelo presidente da UTC, Ricardo Pessoa, durante depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) em Brasília.

Com o título ‘A lista de políticos a quem Pessoa diz ter dado dinheiro obtido no Petrolão’, a matéria aborda nomes de políticos de diferentes agremiações, a exemplo do PT, PSDB, PMDB, e PP que teriam sido beneficiados com os desvios de recursos oriundos de relações fraudulentas entre a UTC e a Petrobras.

Um dos questionamentos abordados pela reportagem é: dinheiro ilegal doado para candidatos dentro da lei é crime?. A edição da revista Veja, desta semana, aprofunda, em 12 páginas, vários aspectos da delação apresentada por Ricardo Pessoa.

Confira trecho da reportagem

A lista de políticos a quem Pessoa diz ter dado dinheiro obtido no Petrolão

O engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, tem contratos bilionários com o governo, é apontado como o chefe do clube dos empreiteiros que se organizaram para saquear a Petrobras e cliente das palestras do ex-presidente Lula. Desde a sua prisão, em novembro passado, ele ameaça contar com riqueza de detalhes como petistas e governistas graúdos se beneficiaram do maior esquema de corrupção da história do país. Nos últimos meses, Pessoa pressionou os detentores do poder – por meio de bilhetes escritos a mão – a ajudá-lo a sair da cadeia e livrá-lo de uma condenação pesada. Ao mesmo tempo, começou a negociar com as autoridades um acordo de delação premiada. o empresário se recusava a revelar o muito que testemunhou graças ao acesso privilegiado aos gabinetes mais importantes de Brasília. O Ministério Público queria extrair dele todos os segredos da engrenagem criminosa que desviou pelo menos 6 bilhões de reais dos cofres públicos. Essa negociação arrastada e difícil acabou na semana passada, quando o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de colaboração entre o empresário e os procuradores.

VEJA teve acesso aos termos desse acerto. O conteúdo é demolidor. As confissões do empreiteiro deram origem a 40 anexos recheados de planilhas e documentos que registram o caminho do dinheiro sujo. Em cinco dias de depoimentos prestados em Brasília, Pessoa descreveu como financiou campanhas à margem da lei e distribuiu propinas. Ele disse que usou dinheiro do petrolão para bancar despesas de 18 figuras coroadas da República. Foi com a verba desviada da estatal que a UTC doou dinheiro para as campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2014. Foi com ela também que garantiu o repasse de 3,2 milhões de reais a José Dirceu, uma ajudinha providencial para que o mensaleiro pagasse suas despesas pessoais. A UTC ascendeu ao panteão das grandes empreiteiras nacionais nos governos do PT. Ao Ministério Público, Pessoa fez questão de registrar que essa caminhada foi pavimentada com propinas. Altas somas.

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