Professores das Universidades Estaduais da Bahia fazem ato público em Salvador

O movimento grevista informa que a redução orçamentária tem causado sérios transtornos à comunidade acadêmica, comprometendo o andamento das atividades.

O movimento grevista informa que a redução orçamentária tem causado sérios transtornos à comunidade acadêmica, comprometendo o andamento das atividades.

Na quarta-feira (10/06/2015), os professores das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) realizaram ato público em frente ao Iguatemi, em Salvador. Segundo os organizadores, a ação objetivou denunciar para a sociedade o desrespeito do governo para com as instituições, penalizadas com a diminuição da verba de custeio e investimento. O movimento grevista informa que a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada para 2015 prevê redução superior a R$ 7 milhões na rubrica. Estudantes e técnico-administrativos, que também estão mobilizados com pautas ligadas ao orçamento, endossam o protesto exigindo melhores condições de trabalho e estudo.

O movimento grevista informa que a redução orçamentária tem causado sérios transtornos à comunidade acadêmica, comprometendo o andamento das atividades. Com isso, o risco das instituições entrarem em colapso é muito grande, pois faltará dinheiro para a compra de material e equipamentos, continuidade das obras e funcionamento do restaurante universitário. Também estarão suspensos os concursos e seleções públicas para professores e técnico-administrativos. Já é realidade o atraso no pagamento de fornecedores, das empresas terceirizadas, das contas de luz, água e telefone.

Segundo movimento grevista, a pauta de reivindicação da categoria foi protocolada em dezembro de 2014, mas o governo só convocou os docentes para uma reunião de negociação após quase cinco meses. Houve um avanço muito tímido, que foi a apresentação de uma minuta para a revogação da lei 7176/97, resultado da pressão e força do Movimento Docente. No entanto, o governo não discute a totalidade da pauta e não avança no debate da ampliação orçamentária. Desta forma, os professores das quatro universidades continuam firmes na greve, que completa um mês nesta semana.

O movimento grevista reflete a preocupação dos docentes com o futuro das universidades estaduais e com a qualidade do trabalho que realizam, pois as instituições de ensino têm sido fundamentais na formação de profissionais e cidadãos. Além disso, também têm contribuído com a produção do conhecimento científico e cultural, tão necessário ao desenvolvimento socioeconômico e regional.

A categoria exige uma política que garanta as condições para o pleno funcionamento das Ueba e a destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as quatro universidades. Atualmente, esse percentual é de 5%. Também constam na pauta docente, a ampliação do quadro de vagas e desvinculação das classes; respeito aos direitos trabalhistas dos docentes; aumento nos incentivos do Estatuto do Magistério Superior e revogação da lei 7176/97.

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