IPAC faz vistoria no painel de Lenio Braga em Feira de Santana

João Carlos de Oliveira, diretor do IPAC.

João Carlos de Oliveira, diretor do IPAC.

O painel de azulejos do artista paranaense radicado na Bahia, Lenio Braga (1931-1973), instalado no terminal rodoviário de Feira de Santana.

O painel de azulejos do artista paranaense radicado na Bahia, Lenio Braga (1931-1973), instalado no terminal rodoviário de Feira de Santana.

O painel de azulejos do artista paranaense radicado na Bahia, Lenio Braga (1931-1973), instalado no terminal rodoviário de Feira de Santana, será vistoriado por especialistas em restauração do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) após os festejos do São João, no mês de julho de 2015. A Prefeitura Municipal de Feira e a empresa Sinart que administra a rodoviária fizeram contato com o IPAC, pois algumas peças se deslocaram. O painel é tombado pelo Estado como ‘Patrimônio da Bahia’.

“Lenio nasceu em Ribeirão Claro, norte do Paraná, e entre São Paulo, Rio e Bahia, onde se radicou, construiu uma obra referência nas artes brasileiras, ao juntar a rica tradição cultural nordestina, exemplarmente demonstrado nesse painel”, informa o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

O artista participou de dezenas de exposições, entre individuais e coletivas, em Salvador, Rio de Janeiro, e duas Bienais de São Paulo (8ª e 9ª). Produziu desenhos, ilustrações, gravuras, painéis de azulejo, esculturas, pinturas e fotografias. Na Bahia, realizou dois importantes painéis, um na rodoviária de feira e outro na de Jequié.

Parcerias

Uma das principais funções do Instituto é a fiscalização e o assessoramento técnico às prefeituras e aos proprietários privados de edificações e obras de arte protegidas pelo Estado, via decreto do governador, como é o caso do painel de Lenio. “Geralmente, contamos com parcerias das prefeituras e de empresas que estão responsáveis, administram ou são proprietárias desses bens tombados”, relata o diretor do IPAC. A conservação dos bens móveis da capela do Convento dos Humildes, originária do século XVIII, em Santo Amaro, é um dos exemplos dessa parceria. “Nessa ação, conseguimos apoio com o secretário de Cultura de Santo Amaro, Rodrigo Veloso, que possibilitou a hospedagem dos técnicos e auxiliares de restauração”, diz João Carlos.

Outros apoios praticados são transporte e até recursos, como a paróquia da Igreja de Brotas, em Salvador, que tinha investimento mas não dispunha de arquitetos, restauradores e operários que o IPAC conseguiu. Os serviços prediais que o IPAC faz na capela do Miradouro, em Xique-Xique, também conta com apoio local. Foi assim, ainda, com a restauração dos altares e imagens na Igreja de Piatã, na Chapada Diamantina, que contou com auxílio da paróquia e prefeitura. No caso do Hotel da Bahia (Sheraton) – tombado pelo Estado – a empresa que o comprou realizou a reforma sob supervisão do IPAC.

Constituição

O IPAC coordena a política estadual de proteção aos patrimônios culturais baianos, sejam materiais (imóveis e obras de arte) ou imateriais (práticas culturais, ofícios e festas populares). De acordo com a Constituição brasileira de 1988 a responsabilidade pela proteção dos bens é para ser compartilhada entre os governos municipais, estadual e federal. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura, atua com os bens de interesse e importância nacional. O IPAC, com os bens de relevância para a Bahia, enquanto as Prefeituras Municipais têm obrigação de proteger as edificações e manifestações culturais que tenham mérito para uma região ou um município. Ao estar tombado (material) ou registrado (imaterial) o bem passa a ter prioridade nas linhas de financiamento, sejam municipais, estaduais, federais ou até internacionais.

Saiba +

Mais informações sobre o artista no site www.leniobraga.com.br.

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