Intercâmbio na Irlanda: governo anuncia novas regras | Por Maurício Marques

Nascer do sol no farol Baily, Dublin, Irlanda.

Nascer do sol no farol Baily, Dublin, Irlanda.

Depois de muitos boatos e especulações, o Governo irlandês finalmente confirmou as mudanças de visto para alunos não europeus. Agora, estudantes que farão intercâmbio no país terão visto de permanência reduzido de um ano para oito meses. A mudança valerá a partir do dia 1º de outubro. Até lá, os alunos já que já estão no país, e que tirarem o visto até a data se enquadram na antiga regra.

Antes das alterações, os alunos tinham o visto de permanência de um ano, sendo 25 semanas para cursar o inglês e 25 semanas de férias. No período de aulas, eles podiam trabalhar 20 horas, enquanto que durante as férias, a permissão era para 40 horas de trabalho semanais. Porém, esse período de folga deveria coincidir com o verão europeu que acontece de maio a agosto acrescidos do recesso de fim de ano, de 15 de dezembro a 15 de janeiro. Fora isso, o estudante só poderia trabalhar 20 horas semanais.

Agora, as regras para o período de trabalho continuam as mesmas: 20 horas semanais durante as aulas e 40 horas semanais durante as férias. A diferença é que os alunos que se matriculam em um curso de 25 semanas, só podem ficar mais oito semanas de férias no país, em vez das 25 anteriores. O que dá um total de oito meses de permanência.

Já os estudantes de graduação e pós-graduação continuam com a permissão de visto para 12 meses.

As mudanças começaram a acontecer no final do ano passado devido ao grande aumento de escolas de inglês no país. Com a grande procura dos estudantes, o número de escolas também aumentou, mas a qualidade nem sempre era alta. Assim, só no ano passado, cerca de 10 escolas foram fechadas e mais de 3000 alunos prejudicados.

Com o intuito de evitar problemas aos alunos, o governo irlandês aumentou as exigências e a fiscalização. Para funcionar, as escolas precisarão ter o selo Acels, que comprova um nível de qualidade emitido pelo QQI e estar inseridas em um programa de Learner Protection, que é uma comprovação de que o aluno será realocado caso ocorra qualquer problema com o colégio em que está matriculado.

As mudanças podem assustar, mas serão positivas. Com regras mais rígidas, as escolas terão que manter um alto padrão de qualidade e os alunos ganharão tanto na qualidade de ensino quanto na tranquilidade de viajar sem riscos de ter essa fase tão importante prejudicada.

Sobre a Global Study

www.globalstudy.com.br / (11) 2528 4862

A Global Study tem como missão democratizar o acesso ao intercâmbio, oferecendo vários destinos com pacotes que incluem passagem aérea, acomodação, escola e às vezes até um emprego no país de destino. Com operação desde 2007, a rede possui parceria com as melhores escolas dos países mais procurados, entre eles EUA, Canadá, Inglaterra e Irlanda. A franquia custa entre R$ 80 e R$ 100 mil.

*Maurício Marques é diretor comercial da Global Study, franquia de intercâmbios.

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