Infectologista alerta para os riscos da Chicungunya

A Chicungunya é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti e Aedes albopictus, porém os sintomas articulares e musculares podem perdurar por meses.

A Chicungunya é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti e Aedes albopictus, porém os sintomas articulares e musculares podem perdurar por meses.

Há pouco tempo desconhecida dos brasileiros, a Chicungunya não passava de um nome estranho, até entrar na lista das prováveis epidemias nacionais. Segundo o médico clínico geral e infectologista do Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital São José da Beneficência Portuguesa-SP, Dr. Luiz Meirelles o potencial epidêmico da doença é grande. “Como a doença é transmitida pelo mesmo vetor da dengue, que se encontra amplamente distribuído, e pelo fato da grande maioria da população ser suscetível, é possível sim que a Chicungunya se torne epidemia e com grande repercussão clínica, pois mais de 70% dos casos são sintomáticos”, alerta o especialista.

Originária da África, a Chicungunya disseminou-se para o Sudeste da Ásia e Caribe e, neste ano, chegou ao Norte e Nordeste do Brasil. Muito parecida com a Dengue, apresenta sintomas similares como febre alta, geralmente acima de 39 graus, dores no corpo, náuseas e manchas pelo corpo. A manifestação se dá entre 2 e 12 dias após a picada do mosquito, porém após cessar a febre, as dores articulares e musculares podem permanecer por meses. “Na fase crônica podem condicionar sintomas incapacitante com dores nas articulações e tendões que tornam a locomoção difícil. Além disso, as formas mais graves são mais frequentes em pacientes com diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca e em pacientes acima de 65 anos”, explica Meirelles. Apesar da semelhança, a Dengue é mais crítica, na fase aguda, e mais letal que a Chikungunya.

O médico ressalta que a capacidade de transmissão de ambas as doenças é grande no Brasil. “Os mosquitos transmissores da Dengue e Chicungunya são o Aedes aegypti e Aedes albopictus, eles estão amplamente distribuídos no território nacional e em São Paulo, em particular. É um mosquito que pica durante todo o dia, mas pode também se alimentar à noite”. Segundo ele, as medidas de prevenção são as mesmas que as da Dengue: evitar o armazenamento de água em recipientes abertos, tomar cuidado com descartes de materiais que possam coletar água e utilizar repelentes. Ainda não há vacina eficiente.

O Grupo

Sobre o Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo (GCCMI do HSJ/BP/SP):

Liderado pelo médico ortopedista Dr. Pil Sun Choi, o Grupo é referência em Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva no Brasil. A equipe cirúrgica atende no Hospital S. José, um dos poucos hospitais do Brasil a ter acreditação internacional (JCI). Multidisciplinar, o Grupo conta com ortopedistas, neurocirurgiões, especialistas em dor, anestesistas, fisioterapeutas e especialidades afins. Os procedimentos realizados envolvem técnicas percutâneas com ou sem assistência de vídeo-cirurgia que são realizadas com anestesia local, o que propicia menos dor no pós-operatório e rápido retorno às atividades. O Grupo é composto pelos médicos Dr. Pil Sun Choi, Dr. Wilson Dratcu, Dr. Marcelo Perocco, Dr. David Del Curto, Dr. Pedro Pierro, Dr. Atuzi Mizi Junior e Dr. Luiz Meirelles.

Sobre os médicos

Dr. Pil Sun Choi – ortopedista, fundador e atual presidente da Federação Mundial de Cirurgia Minimamente Invasiva de Coluna (www.wfmiss.com). É pioneiro na introdução e propagação das técnicas de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva (CCMI) no Brasil.

Dr. Wilson Dratcu, ortopedista, presidente da Sociedade Brasileira de Coluna Minimamente Invasiva (www.sbc-miss.com.br).

Dr. Luiz Meirelles, clínico geral e infectologista

Dr. Marcelo Perocco, Neurocirurgião, diretor da Sociedade Brasileira de Coluna Minimamente Invasiva.

Dr. David Del Curto, ortopedista.

Dr. Pedro Pierro, neurocirurgião, especialista em neurocirurgia funcional.

Dr. Atuzi Mizi Junior, anestesista

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