Movimento grevista das universidades estaduais da Bahia avaliam cancelamento do semestre letivo

Lideranças do movimento grevista das universidades estaduais da Bahia apresentam nota sobre reivindicações.

Lideranças do movimento grevista das universidades estaduais da Bahia apresentam nota sobre reivindicações.

Em nota, emitida hoje (19/06/2015), as lideranças do movimento de greve dos professores das universidades estaduais da Bahia avaliaram que a falta de diálogo com o governo compromete o semestre letivo. O movimento relata dificuldade de recepção das propostas por parte do governo, e argumenta que impacto das reivindicações no orçamento estadual será pequeno.

Confira o teor da nota

Governo não avança e aponta para suspensão do semestre letivo nas Universidades Estaduais

A promessa de avanço feita aos professores das Universidades Estaduais para a reunião do dia 18 de junho não foi cumprida. Nada de novo foi apresentado sobre os direitos trabalhistas, ampliação do quadro de vagas e orçamento. Além disso, o prazo apontado para voltar a discutir a minuta substitutiva da lei 7176/97, que fere autonomia universitária, com os professores foi o mês de agosto. Com esse posicionamento, o governo não demonstra preocupação de que a greve se estenda até lá, nem com a possibilidade da suspensão do semestre letivo.

Direitos trabalhistas negados

A justificativa apresentada para a recusa da pauta é sempre a mesma: não existem condições financeiras. Em 2014, a Bahia teve superávit (recursos que sobram após o pagamento das contas) de R$ 1,13 bilhão. Até abril desse ano, o superávit já alcançou R$ 1,7 bilhão, segundo dados do Portal da Transparência Bahia. O Fórum das Associações Docentes apresentou na mesa de negociação estudos sobre a implementação dos processos trabalhistas para os cofres públicos. O impacto gerado é muito pequeno comparado aos valores citados. Desse modo, ao não cumprir com os direitos, o governo reafirma sua opção política de destruir a carreira os professores.

Descaso

O movimento grevista elaborou uma proposta minuta substitutiva da lei 7176/97 e obteve a sinalização de que o retorno sobre a questão seria breve. Contudo, o Coordenador do Desenvolvimento do Ensino Superior (CODES), Paulo Pontes, surpreendeu o Movimento com a notícia de que o assunto só será pautado em agosto.

A atitude demonstra que o governo da “pátria educadora” e do “pacto pela educação” não se importa com as Universidades Estaduais, nem com as consequências da continuidade da greve para a população baiana. O governador Rui Costa é o único responsável pelos mais de 60 mil estudantes fora de sala de aula ao se recusar a garantir direitos e protelar a discussão da minuta. A Assembleia da Associação dos Docentes da UESB (Adusb) para a avaliação da situação está agendada para o dia 30 de junho.

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia é um portal de notícias com sede em Feira de Santana. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br