Feira de Santana: vereador aponta para falhas na manutenção do Conjunto Habitacional Solar da Princesa e censura 19ª Parada do Orgulho LGBT

Edvaldo Lima pede solução de problemas no Conjunto Habitacional Solar da Princesa.

Edvaldo Lima pede solução de problemas no Conjunto Habitacional Solar da Princesa.

Durante o tempo no grande expediente desta terça-feira (16/06/2015), o vereador Edvaldo Lima (PP) falou sobre um ofício que fez à Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS), com o objetivo de sanar problemáticas no Conjunto Habitacional Solar da Princesa, no bairro Gabriela. Segundo Edvaldo, depois que deu entrada neste documento, o vice-líder do Governo, vereador Marcos Lima (PRP) disponibilizou um carro de som no local informando que iria solucionar o problema.

“Este conjunto foi entregue recentemente pela presidente Dilma Rousseff e, em menos de seis meses, está apresentando uma água escorrendo com um odor muito forte; uma água suja que está atraindo várias espécies de mosquitos. Este vereador deu entrada em um ofício para o Governo Municipal e Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando as devidas providências. Dias depois, um carro de som em nome do vereador Marcos Lima estava na região anunciando que ele iria solucionar o problema. Mas, porque ele não fez isso antes do meu ofício? Isso é pongar”, questionou.

E completou: “o Governo Municipal tem a obrigação de resolver o problema da comunidade e, se não solucionar este problema até julho, vou denunciar o caso ao Ministério Público”, avisou Edvaldo.

Em aparte, os vereadores Tonhe Branco (PSC) e Marcos Lima (PRP) explanaram suas posições. “Eu estive naquele conjunto porque fui convidado pela população e também fiz uma indicação ao Município cobrando solução”, disse Tonhe. Já Marcos Lima se defendeu das acusações de Edvaldo. “Fui ao conjunto porque fui convidado. Realmente existe esse problema de escoamento de água e também fiz um ofício. Mas, quero dizer ao colega que nós não somos donos de nada, vamos onde somos chamados pela população”, explicou.

Vereador apresenta moção de censura contra a 19ª Parada do Orgulho LGBT

Foi aprovada por unanimidade, com as abstenções dos vereadores Carlito do Peixe (DEM), Beldes Ramos (PT), Pablo Roberto (PMDB) e Tonhe Branco (PSC), a moção de voto de censura nº 258/2015, de autoria do edil Edvaldo Lima (PP), contra a 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT, ocorrida no último dia 7 de junho, na avenida Paulista, na cidade de São Paulo.

Segundo a moção, o art. 208 do Código Penal Brasileiro assegura que: “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa, impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena – detenção, de um mês a um ano ou multa”.

O vereador argumentou no documento que “as cenas expostas neste evento exibiram total desrespeito aos símbolos do Cristianismo, visto que a imagem de Jesus Cristo sacrificado, o derramamento de sangue e a cruz simbolizam o sacrifício pago por Cristo, como plano de Salvação de Deus para os homens”.

Edvaldo Lima acrescentou: “o que foi visto se caracteriza como uma afronta aos cristãos e as famílias, bem como a fé de milhares de fiéis que foram expostos as terríveis cenas de escárnio que os integrantes do LGBT exibiram, estes ainda tentam justificar repugnantes postura como liberdade de expressão e luta contra a homofobia”.

A moção ainda faz questionamentos. “Diante de tanta falta de respeito quem é mesmo intolerante? Quem afronta princípios? Quem, a qualquer custo, deseja destruir os valores éticos e morais?”.

O vereador também ressaltou no documento que é em nome de todas as famílias tradicionais e cristãs do município, do estado e da nação, que ele está repudiando “as terríveis cenas exposta a todos, que tem por objetivo estimular, de maneira acintosa, a violência contra a fé, os cristãos e a todos os princípios éticos e morais da família brasileira”.

O líder do Governo, o vereador José Carneiro (PSL), fez questão de ressaltar que não estava utilizando a palavra como líder, e sim como cidadão, dando o direito aos colegas de votarem de acordo com as suas convicções, sem sua orientação. “Voto favorável à iniciativa do vereador, porque entendo que o que aconteceu nesse evento foi algo repugnante e desrespeitoso. Não tenho nada contra a sexualidade de ninguém, no entanto, seria demagogo se não concordasse com o vereador”, afirmou.

Carneiro disse ainda que não generalizaria a classe, “mas, infelizmente, permitiram que pessoas irresponsáveis se infiltrassem no movimento usando-o de forma desrespeitosa com a morte de Cristo”.

O autor da moção salientou que milhares de famílias foram atingidas por atos cometidos na referida Parada Gay. “Por isso, eu solicito a todos que votem a favor desta moção, para que eles possam entender que a família cristã está de olho e não aceitará tais ações”, disse.

O vereador Beldes Ramos (PT) explicou sua abstenção, ressaltando que o voto de censura era contra a Parada Gay, e não contra as ações que lá aconteceram. “Temos que ser contra aos abusos que lá aconteceram. Não podemos condenar todo um grupo por causa de alguns”, pontuou.

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