Congresso Nacional recebe iluminação especial com a finalidade de destacar ‘Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme’.

Congresso Nacional recebe iluminação especial com a finalidade de destacar 'Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme'.

Congresso Nacional recebe iluminação especial com a finalidade de destacar ‘Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme’.

As cúpulas do Senado e da Câmara foram iluminadas de vermelho na noite desta sexta (19/06/2015), dia Mundial de conscientização sobre a doença falciforme. A doença é uma patologia hereditária caracterizada pela alteração de glóbulos vermelhos do sangue. Na Bahia, a anemia falciforme atinge uma em cada 650 pessoas o que a torna líder no ranking em número de pessoas que nascem com a enfermidade no país. Em todo o Brasil, a doença afeta aproximadamente 3,5 mil crianças nascidas vivas. A doença não tem cura, mas pode ser tratada, e atinge principalmente a população de origem negra.

A esperança no tratamento da doença está nas pesquisas com células-tronco, onde a Bahia também lidera. As pesquisas e terapias são coordenadas pelo professor e ortopedista Gildásio Daltro que, junto com pesquisadores do Hospital das Clínicas da UFBA, desenvolveu um tratamento para pacientes com necrose óssea em estágio inicial com aproximadamente 90% de eficácia comprovada. “As pesquisas  começaram em 2004 na Bahia. Elas são para terapia celular nas sequelas de trauma e anemia falciforme”, destaca Daltro.

As pesquisas realizadas com células-tronco na área de ortopedia e no tratamento da anemia falciforme, na Bahia, serão fortalecidas com recursos da ordem de R$ 700 mil. Os recursos serão direcionados para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), através de uma emenda do senador Walter Pinheiro junto ao orçamento da União de 2015. Segundo o senador, estima-se a existência de 10 mil portadores da doença na Bahia. Como relator do Plano Plurianual 2012-2015 (PPA), Pinheiro também garantiu recursos para assegurar ações destinadas ao diagnóstico e tratamento da doença Falciforme.

“Não só na Bahia, mas em todo o Brasil esta doença é muito presente devido às bases da formação da nossa população, que são de africanos, que foram trazidos à força para o trabalho escravo”, alertou Pinheiro. A iniciativa foi proposta pelo senador Paulo Paim (PT/BA).

Mobilização marca o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme em Feira de Santana

Na manhã desta sexta-feira, 19, o Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme, realizou uma mobilização no estacionamento da Prefeitura. Quem passava pelo local, além de ser orientado sobre a doença falciforme, era submetido ao exame de eletroforese de hemoglobina – específico para o diagnóstico da doença.

Com o intuito de chamar a atenção da população sobre a patologia, a Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu esta data como o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. Na Bahia, estima-se que a cada 650 crianças nascidas vivas, uma tem a doença falciforme, informa Sandoval Coutinho, presidente da Associação Feirense de Pessoas com Doença Falciforme (AFADFAL).

A doença falciforme é hereditária e surge do resultado de uma modificação genética que, no lugar de produzir hemoglobina A nos glóbulos vermelhos, produz hemoglobina S, que não oxigena o corpo de maneira adequada. As hemácias das pessoas com esta doença sofrem alterações que modificam o seus formatos, adquirem a forma de foice, comprometendo sua função de ofertar oxigênio aos tecidos e ficando com maior probabilidade à quebra e destruição (hemólise) dentro dos vasos.

Os principais sintomas são: anemia com icterícia (olhos amarelados), dores ósseas e articulares, atraso no crescimento e desenvolvimento infantil, inchaço e dor nos punhos, tornozelos, dedos e risco maior de contrair infecções.

Para Luciana Brito, coordenadora do Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme, a importância da mobilização de hoje é trazer à comunidade de Feira de Santana conhecimento da doença que existe há mais de 100 anos e, mesmo assim, muitas pessoas não ouviram falar. “Com essa ação, a nossa ideia e o nosso objetivo é não só divulgar o centro de referência, como também falar da anemia falciforme”, afirma.

Ainda de acordo com Luciana, cerca de 400 pacientes, entre crianças, jovens e adultos, são assistidos pelo centro de referência que possui uma equipe multidisciplinar com hematologistas, nutricionistas, fisioterapeuta, psicólogo, equipe de enfermagem e um clínico.

Além de receber o apoio da Secretária Municipal de Saúde de Feira de Santana, estiveram presentes na ação o Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdades em Saúde (NUDES), representado pela professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Feira de Santana, Aline Xavier, e Associação Feirense de Pessoas com Doença Falciforme (AFADFAL), presidida por Sandoval Coutinho.

O Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme fica localizado no Centro Social Urbano (CSU), rua Tostão, S/N, Cidade Nova. O telefone para contato é: (75) 3603-7795.

 

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