Presidenta Dilma Rousseff visita Feira de Santana para entregar moradias construídas próximas ao aterro interditado por crime ambiental

Vista aérea de Feira de Santana, com projeção das imediações dos Residenciais Solar da Princesa 3 e 4 e o aterro da Sustentare.

Vista aérea de Feira de Santana, com projeção das imediações dos Residenciais Solar da Princesa 3 e 4 e o aterro da Sustentare.

Imagem aérea dos Residenciais Solar da Princesa 3 e 4 em Feira de Santana

Imagem aérea dos Residenciais Solar da Princesa 3 e 4 em Feira de Santana

Vista dos Residenciais Solar da Princesa 3 e 4. Observa-se, no segundo plano, o aterro da Sustentare.

Vista dos Residenciais Solar da Princesa 3 e 4. Observa-se, no segundo plano, o aterro da Sustentare.

A presidenta da república, Dilma Rousseff, e Rui Costa, governador da Bahia, visitam Feira de Santana na quarta-feira (25/02/2015) com a finalidade de inaugurar os Residenciais Solar da Princesa 3 e 4. Eles fazem parte dos projetos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), e são destinados às famílias de baixa renda. Os empreendimentos ficam localizados na Rua Homero Figueiredo, Bairro Gabriela.

Os Residenciais Solar da Princesa 3 e 4 foram construídos próximos ao aterro administrado pela empresa Sustentare Serviços Ambientais S.A.. Documentos, reportagens, imagens e ações na justiça indicam que ocorreu grave contaminação ambiental decorrente das operações, da Sustentare, no aterro.

Reportagens reveladoras

Entre 13 de julho de 2013 e 21 de fevereiro de 2015, o Jornal Grande Bahia publicou 41 matérias sobre a atuação da Sustentare em Feira de Santana. As matérias relatam e apresentam documentos que indicam crimes ambientais cometidos pela empresa, com a subsequente contaminação do meio ambiente. Elas foram produzidas pelo cientista social e jornalista Carlos Augusto.

Ministério Público confirma

Segundo a promotora de justiça Karinny Guedes, responsável pela Promotoria Regional Ambiental de Feira de Santana, os relatórios apontam que, desde março de 2012, o Inema constatou pelo menos seis ocasiões diferentes de danos ambientais no aterro sanitário da Sustentare. Mesmo com as notificações e aplicação de multas pelo órgão ambiental e com a decisão judicial suspendendo as atividades relativas à destinação inadequada de chorume, a empresa se manteve em funcionamento, praticando reiteradas irregularidades operacionais e gerando danos ambientais.

Justiça decreta

Em 10 de fevereiro de 2015 o Ministério Público recomendou a interdição do aterro sanitário operado pela Sustentare. Em 12 de fevereiro ingressou com ação judicial com pedido de antecipação de tutela. E em 20 de fevereiro, uma decisão judicial pôs fim aos crimes ambientais cometidos pela Sustentare em Feira de Santana. A decisão foi prolatada pela magistrada Dalia Zaro Queiroz, titular da 3ª Vara de Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais da Comarca de Feira de Santana.

Baixe

Decisão Interlocutória contra a Sustentare Serviços Ambientais, prolatada pela magistrada Dalia Zaro Queiroz, disponibilizada em 20 de fevereiro de 2015

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).