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Operação Lava Jato: revista Veja publica matérias que relacionam governos de Jaques Wagner e Rui Costa com corrupção na Petrobras

Capa da revista Veja com Ricardo Pessoa, presidente da UTC. Envolvido nos atos de corrupção da Petrobras, Pessoa pode ser condenado a 200 anos de prisão.

Capa da revista Veja com Ricardo Pessoa, presidente da UTC. Envolvido nos atos de corrupção da Petrobras, Pessoa pode ser condenado a 200 anos de prisão.

A corrupção na Petrobras, apurada na Operação Lava Jato, traz um diagnostico infeliz da maior estatal do país, abalada por um câncer devastador e profundo, que, apoderado de uma metástase, espalhou-se e gerou sangria inestancável aos cofres da companhia. A hemorragia ocorreu em benefício de interesses escusos.

A corrupção na Petrobras, apurada na Operação Lava Jato, traz um diagnostico infeliz da maior estatal do país, abalada por um câncer devastador e profundo, que, apoderado de uma metástase, espalhou-se e gerou sangria inestancável aos cofres da companhia. A hemorragia ocorreu em benefício de interesses escusos.

O dever de informar – Em momentos históricos, cidadãos são compelidos ao confronto entre as posições políticas que defendem, e o dever do ofício que professam. Neste caso, o diretor e editor do Jornal Grande Bahia, Carlos Augusto, pelo compromisso em informar a sociedade a respeito de questões fundamentais que a afetam, publica conjunto de matérias, e análises sobre o processo de corrupção na Petrobras. Corrupção desvelada no transcurso da Operação Lava Jato, e no subsequente julgamento do caso.

Carlos Augusto apoiou ideologicamente as candidaturas de Rui Costa (PT) ao governo da Bahia, e de Dilma Rousseff à presidência da República. Apoiou, por analisar que os ganhos sociais e os investimentos em educação estavam produzindo substantiva transformação nas estruturas sociais do país. Resultando na diminuição da desigualdade social, e no aprimoramento do conjunto da sociedade. O Jornal Grande Bahia e o cientista social Carlos Augusto reafirmam o compromisso de não compactuar com atos de corrupção, ou, apoiar governos e pessoas que estejam envolvidos nestes atos. Atos de corrupção que conduz setores da sociedade a substantivas perdas econômicas, e ao retrocesso social.

Observado o preâmbulo desta matéria, não obste dizer que a crença no não envolvimento da presidenta Dilma Rousseff nos atos de corrupção identificado nas operações da  Petrobras torna-se uma miragem. Concluindo que os fatos revelados no transcurso do Operação da Lava Jato indicam grave negligência da presidenta da república. Persiste a dúvida da participação em atos de corrupção praticados pelo ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT), e o atual governador, Rui Costa.

A dúvida conduz aos seguintes questionamentos: eles participaram dos atos de corrupção? Eles se beneficiaram de recursos públicos obtidos a partir da transferência de recursos de empresas privadas que participaram de fraudes junto a Petrobras? O Partido dos Trabalhadores transformou-se em uma organização criminosa infiltrada na estrutura do Estado. Com a finalidade de corrompê-lo, auferindo recursos financeiros de ordem ilícita, e ampliando o poder político?

Revista Veja

Aterrador – Três reportagens publicadas pela revista Veja, neste final de semana, entre os dias 20 e 22 de fevereiro de 2015, contribuem para a reposta as perguntas formuladas no parágrafo anterior. As matérias revelam fatos sobre o envolvimento de personalidades da República no esquema de corrupção da Petrobras. Segundo a revista, as informações foram repassadas por indivíduos que visitaram Ricardo Pessoa, presidente da UTC, preso em Curitiba, Paraná, por indício de envolvimento em atos de corrupção. Documentos apresentados pelo Ministério Público Federal do Paraná indicam que Ricardo Pessoa é um dos coordenadores do ‘Clube do Bilhão’. O Clube é formado por um conjunto de empresas organizadas em forma de cartel, com a finalidade de fraudar processos licitatórios e contratos oriundos da Petrobras.

A cúpula do PT e o esquema de corrupção

A matéria com título ‘O que o dono da UTC sabe é dinamite pura’, produzida por Daniel Pereira e Robson Bonin, revela que Ricardo Pessoa, presidente da UTC, preso na PF em Curitiba, quer fazer delação premiada e contar tudo. As manobras para convencê-lo do contrário seguem o padrão do ciclo petista no poder: o ministro da Justiça vira advogado de defesa do governo e tenta evitar que os escândalos atinjam o Planalto.

Segundo a revista, Ricardo Pessoa pretende revelar que:

O esquema organizado de cobrança de propina na Petrobras começou a funcionar em 2003, no governo Lula, organizado pelo então tesoureiro do PT Delúbio Soares

A UTC financiou clandestinamente as campanhas do ministro Jaques Wagner ao governo da Bahia em 2006 e 2010

A empreiteira ajudou o ex-ministro José Dirceu a pagar despesas pessoais a partir de simulação de contratos de consultoria

Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da empreiteira 30 milhões de reais desviados da Petrobras

O núcleo da corrupção

A matéria com título ‘Que se feche o PT: revelações de empreiteiro demolem Lula, Dilma, Dirceu, Cardozo, Wagner, Delúbio, Gabrielli…”, produzida por Felipe Moura Brasil, revela que o engenheiro baiano Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC e coordenador do cartel de empreiteiras no esquema de corrupção da Petrobras, fez chegar à VEJA um resumo do que está pronto a revelar à Justiça caso seu pedido de delação premiada seja aceito:

1) O esquema organizado de cobrança de propina na Petrobras foi montado em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, então amigo do empreiteiro. O operador era o tesoureiro do PT Delúbio Soares, réu do mensalão.

2) A UTC financiou clandestinamente as campanhas do hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao governo da Bahia em 2006 e 2010. A campanha de Rui Costa, em 2014, também foi financiada com dinheiro desviado da Petrobras.

3) A empreiteira ajudou o ex-ministro e mensaleiro petista José Dirceu a pagar despesas pessoais a partir de simulação de contratos de consultoria. Dirceu recebeu 2,3 milhões de reais da UTC somente porque o PT mandou.

4) O presidente petista da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sempre soube de tudo.

5) Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da empreiteira 30 milhões de reais desviados da Petrobras.

Ricardo Pessoa pode demonstrar que esse dinheiro saiu ilegalmente da estatal, através de contratos superfaturados, e testemunhar que o partido conhecia a origem ilícita. Também pode contar que o esquema de propinas foi montado pelo PT com o objetivo declarado de financiar suas campanhas eleitorais.

O presidente do BNDES (mantido no cargo), Luciano Coutinho, avisou Pessoa que o tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, o procuraria para pedir dinheiro, conforme VEJA revelou três semanas atrás. Pessoa confirma que deu mais 3,5 milhões de reais à campanha presidencial petista após ser procurado por Edinho e a revista acrescenta agora que a conversa entre eles teve duas testemunhas.

6) O suposto ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ciente de que Pessoa estava prestes a denunciar Lula, Dilma e Dirceu, procurou os advogados do empreiteiro, e o acordo de delação premiada que ele negociava com os procuradores da Operação Lava Jato foi suspenso.

Ao contrário do que pregam OAB, Kennedy Alencar, Ricardo Noblat e o próprio ministro, as reuniões secretas não partiram dos advogados, mas sim de Cardozo, disposto a cometer qualquer tipo de abuso para obstruir o inquérito.

Desconstituição de provas

A matéria com título Como o Clube do Bilhão quer implodir a Lava Jato”, produzida por Laryssa Borges, revela que inspirados na Operação Castelo de Areia, sepultada por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há quase quatro anos, advogados de empreiteiros montaram uma operação de guerra para tentar acabar com a Lava Jato.

A revista revela que em 5 de abril de 2011 quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) jogou por terra a maior operação policial até então realizada no Brasil. Anulou todas as provas produzidas em escutas telefônicas e livrou a gigante Camargo Corrêa de crimes que, desde março de 2009, eram investigados pela Polícia Federal: fraude em licitações, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pagamentos criminosos a partidos políticos. Com honorários estimados em 15 milhões de reais na época, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, foi o principal arquiteto das teses que levaram ao desmonte da investigação. A Operação Castelo de Areia desabou. E políticos de todo o espectro partidário – PMDB, PSDB, PDT, DEM, PP, PSB e PPS –, apontados como beneficiários do propinoduto da construtora, saíram ilesos.

Segundo a reportagem, menos de quatro anos depois – e com oito empreiteiras a mais encrencadas – os principais advogados do país tentam replicar a estratégia bem sucedida. Esgrimem teses de que houve cerceamento de defesa, irregularidades na instrução do processo e ilegalidades nos grampos telefônicos para esvaziar a megaoperação Lava Jato. O mesmo Thomaz Bastos, apelidado à época do julgamento do mensalão de God (Deus, em inglês) pelos colegas de banca, foi até a véspera de sua morte, em novembro do ano passado, responsável por orquestrar as linhas gerais de defesa das construtoras do chamado Clube do Bilhão. Ele reagrupou boa parte dos advogados que trabalharam para minar a Castelo de Areia.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]