Operação Lava Jato: com 42 autoridades com foro especial envolvidas, a corrupção na Petrobras é qualificada como maior caso de desvio de recursos financeiros do planeta

Presidenta Dilma Vana Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Maior esquema de corrupção do planeta operou durante governos petistas.

Presidenta Dilma Vana Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Maior esquema de corrupção do planeta operou durante governos petistas.

Duas reportagens, publicadas em dois veículos distintos, no Estadão por Beatriz Bulla e no portal iG por Marcel Frota e Wilson Lima, relatam os mais recentes fatos envolvendo a corrupção na Petrobras. O esquema de corrupção ficou conhecido do público no instante em que foram deflagradas, pela Polícia Federal, as primeiras prisões da Operação Lava Jato. Considerado o maior caso de corrupção do planeta, o esquema desviou bilhões de reais da empresa pública.

Até a presente data (04/02/2014), não se tem o número total de envolvidos. Mas, sabe-se que estão envolvidos:

A Petrobras – fonte dos contratos e recursos financeiros, corrompida pelo esquema;

Gestores públicos de carreira – agentes que aturam com a finalidade de superfaturar contratos e receber propinas;

Empresas e empresários – considerados alguns dos maiores capitalistas do país, atuaram como corruptores repassando propina para doleiros e empresas de fachada;

Empresas de fachada e doleiros – recebiam dinheiro (propina) das empresas e empresários que detinham contrato com a Petrobras, e repassavam para os gestores públicos da Petrobras, para partidos e políticos;

Partidos e políticos – partidos políticos de projeção nacional recebiam propina do esquema de corrupção através de doleiros e empresas de fachada.

A soma destas corruptas forças do mal resultaram na maior destruição de capital produtivo do planeta. Além de ser considerado o maior caso de corrupção de todos os tempos da história humana ocidental. A contabilidade de pessoas e recursos financeiros envolvidos no esquema pode levar anos para ser fechada. Mas, as reportagens do ig e Estadão indicam que pelo menos 42 autoridades com direito a foro especial devem ser denunciadas pelo Procurador Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), logo após o carnaval.

Nomes envolvidos

Segundo o portal iG, figuram como deputados citados na Lava Jato: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Nelson Meurer (PP-PR), Simão Sessim (PP-RJ), e Vander Loubet (PT-MS). Também figuram os senadores: Antônio Anastasia (PSDB-MG), Benedito de Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Delcídio Amaral (PT-MS), Fernando Collor (PTB-AL), Gleisi Hoffman (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), e Valdir Raupp (PMDB-RO).

A lista completa dos nomes deve ser anunciada em breve pela PGR, mas, caso se confirme, além dos nomes citados podem figurar ministros de estado e governadores. Também observa-se que os recém-eleitos presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); e o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) são listados na reportagem do portal iG como envolvidos em atos de corrupção. Este fato pode conduzir a uma crise institucional.

O preço do pecado

Os brasileiros começam a sentir no próprio bolso o nível de corrupção em que se envolveu a Petrobras durante os governos do ex-presidente Lula e da atual presidenta Dilma Rousseff. Enquanto na Europa e América do Norte os produtos atrelados ao preço do barril de petróleo têm queda de preço, com a subsequente deflação e aumento da competitividade industrial destes países, o brasileiro passa a pagar R$0,60 a mais por litro de combustível. Este é o indicativo mais visível do saque a nação.

A irresponsável gestão

A receita capitalista para os tempos de bonança é a otimização dos recursos. Mantendo a máquina pública com o máximo de eficiência, para em momentos de crise não sobretaxar o cidadão. Os governos petistas perderam a oportunidade de ajustar o gasto público no período de crescimento econômico. Eles adiaram decisões impopulares, e o resultado é o descontrole econômico atual. A máquina pública paga elevado salários e pensões, cobra elevadas taxa de imposto e tarifas, e presta ineficiente serviço.

O cenário econômico do país é o mais desastroso possível. O governo federal não manteve o gasto público sobre controle. O aumento nas tarifas controladas pelo governo são anunciados como forma de manter o caixa da União recheado de reais, enquanto o bolso do cidadão fica vazio.

A consequência das ações do governo Rousseff é a queda do poder de compra da classe trabalhadora, perda de postos de trabalho, e o aumento dos preços de produtos e serviços. O que provoca o incremento da crise, através do declínio do consumo e do repasse para os preços produtos e serviços do aumento das tarifas de serviços públicos e de combustíveis.

Este descontrole do governo Rousseff ocorre em um momento em que os países hegemônicos do capitalismo ocidental ajustam as econômicas para um período de aumento no consumo interno e retomada do emprego. Neste aspecto, o Brasil está na contraordem dos países desenvolvidos.

Sempre, e ao final, a corrupção dos que deveriam ajudar o povo é a vilã da destruição de postos de trabalho e do aumento da desigualdade social.

Mas, como dito por João Ubaldo Ribeiro ‘Viva o povo brasileiro’.

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).