Editorial: Sou nordestino, voto com o mesmo pensamento da intelectual paulista Marilena Chaui

Marilena Chaui declara voto para Dilma Rousseff. Dra. Marilena Chaui é professora de filosofia e historiadora de filosofia brasileira na Universidade de São Paulo (USP).

Marilena Chaui declara voto para Dilma Rousseff. Dra. Marilena Chaui é professora de filosofia e historiadora de filosofia brasileira na Universidade de São Paulo (USP).

Acredito que o artigo ‘Preconceitos’, do prof. Dr. João Baptista Herkenhoff, traduz o que penso sobre o voto dos nortistas e nordestinos, no primeiro turno da Eleição de 2014, para presidente da república. Oportunidade em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC, PSDB) proferiu pensamento xenofóbico a respeito do voto das pessoas que vivem no Norte e Nordeste do país, atribuindo-lhes a pecha de pessoas com pouco esclarecimento.

As declarações ocorreram em um cenário eleitoral em que a população destas regiões, votaram sistematicamente nas propostas da candidata Dilma Rousseff (PT), rejeitando a proposta de governo de Aécio Neves (PSDB). As declarações de FHC tiveram efeito imediato nas redes sociais, e um diminuto mais ruidoso grupo de pessoas, com pouca formação intelectual, promoveu ataques preconceituosos e xenofóbicos à população do Norte e Nordeste do Brasil.

A este respeito, declara Dr. João Baptista Herkenhoff: “Essas vozes preconceituosas são absolutamente minoritárias porém GRITAM ALTO, o que dá a falsa impressão de que são muitas vozes. Malucos sempre existirão para desprezar os nortistas, para subscrever teses nazistas e para ter saudade de Hitler.”.

Herkenhoff refuta com brilhantismo a xenofobia, o preconceito disparado por FHC e o séquito de reprodutores do ‘pensamento único’ existente nas redes sociais. Então, voltamos a essência do processo de decisão do voto no segundo turno da Eleição de 2014, qual é o melhor projeto de governo?

O debate eleitoral no segundo turno da Eleição de 2014 não é entre pessoas ou partidos honestos. Negar que o sistema político é corrupto porque o elevado custo de campanha não é sustentado por financiamento público, e porque parcelas da população, de forma genérica, “vende” o voto no período eleitoral, é negar uma realidade política e social.

O debate é sobre modelo de governo. Neste quesito, voto em quem proporciona mais oportunidades de educação, emprego, renda, habitação, e infraestrutura. Nestes quesitos, não temos como comparar as propostas do candidato a presidente Aécio Neves, com as propostas da presidenta Dilma Rousseff. Porque Aécio Neves representa o conservadorismo político na pior forma. Então, voto com Dilma, como votam a professora Dra. Marilena Chauí, e os os professores Doutores Fernando Pedrão e Nilson Weiheimer, entre tantos outros intelectuais, que declaram voto em Dilma, por compreender que as propostas da petista representam proposições progressistas de governo.

Isto não quer dizer que a corrupção não deva ser combatida. Mas, em que governos ocorreu efetivo combate à corrupção? Como famílias, a exemplo dos Magalhães na Bahia, erigiram fortunas, poder, e influência? De onde veio o principal do dinheiro que os alimenta? Qual doutrina política professam? Por que se dizem tão bons, enquanto temos milhões de favelados em Salvador e no Brasil, favelados e excluídos durante os governos ligados ao pensamento político de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007, DEM) e Fernando Henrique Cardoso (1931 -, PSDB)? É porque ao longo da história existia uma corrupção, tão violenta, que para o povo apenas sobrava a miséria, a penúria e a exclusão.

*Carlos Augusto, cientista social e jornalista, diretor do Jornal Grande Bahia (JGB).

Dra. Marilena Chaui é professora de filosofia e historiadora de filosofia brasileira na Universidade de São Paulo (USP).

Dra. Marilena Chaui é professora de filosofia e historiadora de filosofia brasileira na Universidade de São Paulo (USP).

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