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Operação Lava Jato | Contadora aponta possível elo entre Alberto Youssef e Carlos Cachoeira

Meire Poza apontou possíveis relações entre o esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas do doleiro com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Meire Poza apontou possíveis relações entre o esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas do doleiro com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Em depoimento na quarta-feira (08/10/2014) à CPI mista que investiga irregularidades na Petrobras, a ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Poza, apontou possíveis relações entre o esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas do doleiro com o contraventor Carlinhos Cachoeira. O bicheiro foi preso pela Polícia Federal em 2012 durante a Operação Monte Carlo, que desarticulou organização que explorava máquinas caça-níqueis em Goiás.

Meire contou aos parlamentares que foi procurada durante o funcionamento da CPI mista que investigou Carlinhos Cachoeira por Waldomiro Oliveira, um funcionário de Youssef, para resolver a contabilidade da RCI Software e Hardware Ltda, da MO Consultoria e da Empreiteira Rigidez.

Segundo Meire, as três empresas estavam no nome de Oliveira. A suspeita da Polícia Federal é de que se tratam, na verdade, de empresas de fachada de Youssef. Conforme a Polícia Federal, elas teriam mantido negócios com outra companhia laranja que atuava no esquema operado por Cachoeira, a Alberto & Pantoja, que por sua vez tinha relações com a Delta Construções.

– Existia alguma relação, um pagamento da Delta para a RCI Software. Então, ele [Waldomiro Oliveira] me procurou, por apresentação do Alberto, e levou os documentos todos dessas empresas para o meu escritório. Ele me pediu que fizesse a contabilidade dessas empresas, que fizesse cinco ou seis anos de contabilidade dessas empresas. Esse trabalho não foi feito porque não existia documento hábil que suportasse os lançamentos de entrada e saída – declarou Meire.

Contratos e notas fiscais em nome da RCI, da MO e da Empreiteira Rigidez foram apreendidos pela PF no escritório de Meire Poza em julho passado. De acordo com a contadora, essas empresas não tinham atividade além da emissão de notas fiscais.

– A sede era uma salinha, não tinha quadro de empregados. Então, ao que tudo indica, na contabilidade, até porque não existiam nem documentos, existiam entradas de dinheiro através de notas que eram emitidas. Depois, as saídas eram através de saques, saques na boca do caixa – explicou.

Após rejeitar o serviço, Meire declarou ter pedido a Waldomiro que retirasse os documentos de seu escritório.

– Esses documentos ficaram no meu escritório. Mesmo eu não tendo feito o serviço, eu pedi que ele retirasse, pedi por várias vezes, ele nunca foi retirar. Olhando esses documentos, eu sei que existiam lá alguns contratos que aí, sim, esses contratos especificavam algumas obras. Eu não me lembro exatamente quais as obras – disse.

*Com informações da Agência Senado.

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