Projeto Coral Vivo descobre na Bahia recife de corais em forma de coração

Projeto Coral Vivo é patrocinado pela Petrobra

Projeto Coral Vivo é patrocinado pela Petrobra

Uma formação de recifes localizada em mar aberto, no sul da Bahia, passou anos despercebida, mas foi descoberta recentemente por pesquisadores do projeto Coral Vivo, que há 8 anos recebe o apoio da Petrobras para pesquisar espécies de coral no Brasil.

Com a forma de um coração, o recife foi encontrado durante expedições para o mapeamento do Parque Municipal Marinho da Coroa Alta, em Santa Cruz Cabrália (BA). Nos paredões, há grandes colônias do coral da espécie casca-de-jaca (Montastraea cavernosa).

“É o ‘coração’ dos recifes de coral do Brasil”, comemora o biólogo marinho e coordenador executivo do projeto, Gustavo Duarte. O ‘coração’ está localizado ao sul do complexo de recifes do Parque de Coroa Alta, conhecida como Alagados.

A equipe do Coral Vivo está percorrendo uma área de aproximadamente 75 km² com a utilização de equipamentos que registram o fundo do mar como se fossem um scanner, identificando o que é areia, lama, corais e rochas. Graças a esses recursos, os pesquisadores puderam identificar o recife “coração”, que fica submerso. Os pesquisadores avaliaram que a parte mais profunda da região onde está localizado o ‘coração’, tem mais de dez metros e a mais rasa tem, no máximo, três metros.

Em 2015, está prevista a publicação desse mapeamento físico do complexo de recifes da Coroa Alta, que será distribuída nas prefeituras próximas à região, aos que trabalham na área. O mapeamento também estará disponível no site www.coralvivo.org.br, assim como o Atlas do Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, localizado na costa de Porto Seguro.

Sobre o Projeto Coral Vivo

O projeto também investe em tecnologia para estudar os corais. Um exemplo é o sistema Mesocosmo Marinho construído na sua base, localizada no Arraial d’Ajuda Eco Parque, sul da Bahia. Inédito na América Latina, o sistema avalia os efeitos de mudanças climáticas em corais e outras espécies marinhas. Os testes são realizados em dezesseis tanques, que recebem água do mar continuamente. São feitas as simulações de aumento de temperatura e acidez (pH) previstas com as alterações climáticas. Com os testes, será possível observar que tipo de alterações fisiológicas os corais e outras espécies marinhas brasileiras podem sofrer com o aquecimento global.

“O ambiente recifal é muito sensível a essas mudanças, por isso é importante conhecer os seus limites. Em cada lugar do mundo essas adversidades impactarão de alguma forma e é essencial que conheçamos quais serão os efeitos do aquecimento global no Brasil”, ressalta Clovis Castro, coordenador do projeto.

O Coral Vivo faz parte da Rede BIOMAR (Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha), que reúne também os projetos Tamar, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Albatroz. Todos patrocinados pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, os projetos atuam de forma complementar na conservação da biodiversidade marinha do Brasil, trabalhando nas áreas de proteção e pesquisa das espécies e dos habitats relacionados.

Programa Petrobras Socioambiental

Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a companhia prevê investir R$ 1,5 bilhão até 2018, em projetos de todo o país, com foco nas linhas de atuação: Produção Inclusiva e Sustentável, Biodiversidade e Sociodiversidade, Direitos da Criança e do Adolescente, Florestas e Clima, Educação, Água e Esporte.

Publicidade

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]