Eleições 2014: “O Brasil tem o menor índice de desemprego da história e inflação está sob controle”, afirma presidenta Dilma Rousseff durante entrevista

Presidenta Dilma Rousseff participa de sabatina do Uol, Folha, SBT e Jovem Pan.

Presidenta Dilma Rousseff participa de sabatina do Uol, Folha, SBT e Jovem Pan.

O Brasil faz parte de um seleto grupo de países que, apesar da crise mundial iniciada em 2008, conseguiu crescer a uma média de 2,5% ao ano e gerar empregos: foram 11,5 milhões de postos com carteira assinada desde 2008 e uma situação de, praticamente, pleno emprego no país, com o índice de desemprego de cerca de 5,2%, o menor na história do país.

Esta foi uma das intervenções da presidenta Dilma Rousseff durante sabatina realizada pelo jornal Folha de S. Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, na tarde desta segunda-feira, 28 de julho. Na conversa com os jornalistas Ricardo Balthazar (Folha), Josias de Souza (UOL), Kennedy Alencar (SBT) e José Maria Trindade (Jovem Pan), a presidenta e candidata à reeleição discorreu sobre todos os temas propostos, entre os quais o combate à inflação, pessimismo do mercado financeiro, incentivo à indústria e criação de empregos e sobre a apuração referente à refinaria de Pasadena, adquirida pela Petrobras.

A presidenta também garantiu que terminará seu mandato com a inflação dentro da meta estipulada pelo governo, ou seja, dentro da faixa de 2,5% a 6,5%. “Acho que estamos enfrentando da forma mais corajosa a mais grave crise econômica que o mundo passou desde os anos 2000. Todos erramos na previsão de seu tamanho porque não tínhamos ideia do grau de descontrole que o sistema financeiro internacional tinha atingido. Mas fizemos certo em impedir os tradicionais efeitos da crise, que eram desempregar, arrochar salário e fazer com que população pagasse os custos da crise. Minimizamos efeitos da crise sobre a economia brasileira”, avaliou Dilma.

Neste ponto, a presidenta classificou como lamentável o episódio da avaliação de cenário enviada pelo banco Santander a seus clientes de faixa de renda mais alta. Neste comunicado, alertava-se para um agravamento econômico em caso de vitória petista. O banco se desculpou, mas Dilma considerou o ato protocolar. “Acho perigoso especular em situações eleitorais e é inadmissível aceitar qualquer nível de especulação de agente financeiro na atividade eleitoral. Quem escreveu a mensagem fez isso, sim, e é inadmissível contra qualquer candidato”, destacou a presidenta.

Pessimismo com a economia é mais grave do que com a Copa

Sobre o clima instalado de pessimismo com a economia, Dilma compara com os episódios que antecederam a Copa do Mundo, quando especialmente a mídia considerava que o evento seria uma catástrofe, com caos nos aeroportos, estádios inacabados e falta de segurança, ao contrário do que foi visto. “Acho que está havendo o mesmo pessimismo em relação à economia. Mas no caso da economia é mais grave porque ela é feita de expectativa. Em 2013, quando todo mundo dizia que o Brasil estava indo para o pior caminho possível, crescemos 2,5%”, detalhou a presidenta. Para o próximo ciclo de desenvolvimento do país, Dilma vai investir no crescimento da produtividade industrial, setor que recebeu grande atenção em seu governo.

“O crescimento industrial é condição para o crescimento do país”, destacou Dilma, ao apontar que a crise não impediu que fossem retirados 22 milhões de pessoas da pobreza extrema e que fossem criados 5 milhões de novos postos de trabalho apenas no seu período de governo. Além disso, houve investimentos fortes em infraestrutura, rodovias, ferrovias e portos. E a base está plantada. O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) formará, até o fim de 2014, oito milhões de alunos com qualificação profissional para buscarem melhores empregos, enquanto o Programa Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES liberou R$ 200 bilhões, com índices abaixo dos praticados pelo mercado.

Outro ponto abordado pela presidenta foi a conquista representada pela implantação do sistema de concessões, em vez de privatizar companhias ou serviços. Ela explica a diferença: “Privatização é vender patrimônio feito. Fizemos concessão, com prazo para devolver, a posse não é eterna”. Dentro desse processo também houve melhorias. Foi definido que para cobrar pedágio em rodovias, por exemplo, ao menos 10% da obra deveria ser construída e que o prazo máximo para sua conclusão seja de cinco anos. “Não era possível levar 20 anos para construir uma rodovia. Hoje, toda ampliação, duplicação ou melhoria devem ser realizadas em cinco anos”, afirma.

Questionada pelos jornalistas se a aquisição da refinaria de Pasadena pela Petrobras teria impacto no índice de rejeição, a presidenta lembrou que foi isentada de culpa tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto pelo Ministério Público (MP). “É preciso lembrar que o conselho de administração é um órgão colegiado. Estavam presentes naquele momento, pessoas de experiência no meio empresarial como Jorge Gerdau, Fábio Barbosa (representando o grupo Abril), Cláudio Haddad (maior acionista do Ibmec) e várias outras pessoas. Não acho que estou sendo desgastada, pelo contrário, mostra que sempre tive conduta decente no exercício dos meus cargos públicos”, explicou Dilma.

No que diz respeito a uma suposta desconfiança por parte do eleitorado, especialmente o paulista, Dilma aposta nos programas eleitorais para conseguir mostrar tudo que foi feito em seu governo. Em São Paulo, por exemplo, 1,2 milhão de vagas foram criadas no Pronatec e outras 800 mil somando Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O Minha Casa Minha Vida entregou 600 mil residências no estado, realizadas em parceria com o governo local assim como nas obras do Monotrilho, do Rodoanel e da Hidrovia Paraná-Tietê. “Quando tiver oportunidade, com o início dos programas de televisão, pretendo explicar bastante”, afirmou Dilma.

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