Eleições 2014 – Bahia: Geddel Vieira Lima diz que o governo está rasgando dinheiro com propaganda

Geddel Vieira Lima em entrevista a rádio Tudo FM.

Geddel Vieira Lima em entrevista a rádio Tudo FM.

Em entrevista na manhã de segunda-feira (01/07/2014) na rádio Tudo FM, concedida aos jornalistas Levi Vasconcelos, Evilásio Jr e Almir Santana, o candidato ao Senado da República pela chapa oposicionista, Geddel Vieira Lima (PMDB), disse que é discurso bobo querer dividir a Bahia em pobres e ricos, como o PT vem fazendo.

“Não nasci na Liberdade nem precisei ser pobre para saber que a fome e a pobreza precisam ser combatidas, não vi Deus para conversar com ele. Dividir a sociedade brasileira é ruim, não é bom porque precisamos de unidade para lutar pela Bahia. O candidato do PT (Rui Costa) nasceu na Liberdade, mas não mora mais lá, não anda de ônibus, não usa o SUS, não tem filho em escola pública, por isso não tem autoridade para falar. Somos indivisíveis, temos que dar oportunidade a todos, saúde de qualidade com centros regionais e hospitais, educação qualificada, priorizando parcerias com prefeituras para tirar creches do papel, e um candidato para ir ao Senado sabendo o que deve ser feito porque tem experiência em Brasília para fazer uma reforma tributária correta , discutir a maioridade penal, não fazer um discurso populista e demagógico, dividindo a Bahia em pobres e ricos. O problema é de todos e não vai ser resolvido com propaganda”, admitiu.

O peemedebista vê com otimismo a caminhada da chapa majoritária da oposição desde a pré-campanha. Para ele, a população está com esperança de que a chapa poderá fazer um bom governo.“As pesquisas estimulam, aquecem a militância, sinalizam o rumo correto, mas não definem eleição”, avaliou, indagado sobre a posição confortável que a oposição ocupa. Sobre pesquisas não registradas nem publicadas, Geddel falou que não tem como comentar porque é “conversa mole, tititi que não pode ser levado a sério porque serve apenas para espalhar boato”.

O presidente do PMDB da Bahia falou ainda sobre a divisão do partido nos estados e reafirmou sua visão crítica ao governo da presidente Dilma e avalia que a economia do país não vai bem. “O governo manteve a redução do IPI, o comércio está caindo, a inflação voltou e teremos turbulência nos empregos. Esse governo não está dando conta de segurar as conquistas levadas adiante pelo governo de Lula. Por isso, tem que ter mudança, muito em função do estilo da presidenta: conservador, com certa dose autoritarismo, e é preciso ser um bom articulador das diversas correntes de pensamento. É chegada a hora de alternância de poder e novas motivações e ideias mais próprias para esse momento em que há um cansaço, uma fadiga do PT. Temos que dar um passo adiante”, sinalizou.

Geddel também comentou sobre a enganação das propagandas do PT, que listam obras não realizadas. “É uma mentira. Para construir, é preciso pegar do zero. Fizeram apenas dois hospitais, o Hospital da Criança e do Subúrbio. Os outros três apenas concluíram no finalzinho, o de Santo Antonio de Jesus teve até emenda parlamentar minha. Estavam 90% prontos por Paulo Souto. E qual foi a barragem que começaram e entregaram? Tentam iludir. Como as 107 mil moradias, que são do programa Minha Casa Minha Vida, que existe no país inteiro. Estão rasgando dinheiro público com uma propaganda após a outra enquanto o Estado está cheio de demandas”, advertiu, afirmando que a Bahia deve vir em primeiro lugar e por isso quer ser a voz dos baianos no Senado da República.

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