A culpa é das estrelas | Por Lilia Campos

Lilia Campos é jornalista.

Lilia Campos é jornalista.

Cartaz do filme A culpa é das estrelas.

Cartaz do filme A culpa é das estrelas.

Fui um pouco reticente assistir o filme A Culpa é das Estrelas, baseado no livro de John Green, pois soube que era muito triste e o tema era o câncer de uma jovem.  Este tema me traz tristes recordações, mas fui assim mesmo.  Soube depois que o escritor inspirou a personagem principal Hazel Grace num drama real vivido por uma garota. Lógico que eu e a sala inteira do cinema choramos o filme inteiro!

Bem, vamos começar pela personagem principal do filme, Hazel Grace (vivida pela talentosa atriz Shailene Woodley). Uma jovem de apenas 17 anos, que recebeu um diagnóstico de câncer incurável ainda criança e que estava “vivendo” tendo a doença controlada por uma nova droga experimental. Uma linda jovem que sabia que ia morrer a qualquer momento…

Esta jovem não tinha como não ser revoltada. Era muito injusto, como ela própria fala diversas vezes no filme. Ela vivia com um cilindro de oxigênio ao seu lado sem interrupção. Seus pais viviam para cuidar dela, principalmente a mãe, que deixou sua vida para viver o tempo restava da filha, com tanto amor e dedicação que me marcou demais!

Nessa preocupação da filha estar com outras pessoas e falar de sua dor, seus pais insistem com ela para ir para um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, que ela achava super chato! Só que um dia, um dia especial, estava lá o lindo, charmoso, alegre e radiante Augustus Waters (vivido pelo ator Ansel Elgort, que  dá um show de interpretação, às vezes só com o olhar!). Gus, como era chamado pelos amigos, era portador de Câncer ósseo e teve que amputar uma perna para sobreviver. A partir deste encontro a vida de todos muda no filme.

Um amor lindo, forte, cheios de medos começa entre eles. A forma linda e apaixonante como Gus olha para Hazel é emocionante. O amor pode mudar as pessoas? Pode sim! No filme o autor mostra muito bem isso, pois Hazel não tinha mais vontade de fazer nada por causa da doença, vivia por viver, e Gus mostrou a ela que até o último suspiro, vale à pena amar e ter uma vida!

O filme mostra como uma doença como o Câncer destrói uma família. Como é doloroso ver uma pessoa “sua” indo embora. Mas mostra também como essas famílias podem fazer para que esta dor não seja em vão. Fiquei emocionadíssima com os pais de Hazel, a dedicação, amor, abdicação, o lutar até o fim para dar o melhor a sua filha, me tocou profundamente.

É uma história de um amor intenso e lindo! Uma história de superação de medos, de solidão e de preconceitos. Hazel Grace andava com um cilindro de oxigênio para todos os lugares que ia e Augustus Waters tinha uma prótese na perna que foi amputada. Para ambos, isso era pequeno demais para se importarem.

Augustus Waters deu a Hazel Grace motivos para viver! Mostrou a ela que a VIDA está para ser vivida, que a alegria e brincadeiras são importantes para qualquer ser humano, mesmo aqueles com seus dias contados. O papel dele no filme foi muito importante, mostrou que sempre podemos contar com alguém para superar momentos difíceis. Lindo como ele faz de tudo para realizar o sonho dela em conhecer o autor de um livro que ela tanto gostava, para saber o final da história. Para ela era importante ter um final! E Gus percebeu isso e foi atrás desse sonho para realizá-lo.

Chorei muito quando Augustus Waters morre no filme. Chorei por eles, por não poderem envelhecer juntos, mas principalmente por ser injusto um jovem tão cheio de alegria, que irradiava simpatia morrer.

Depois do filme, fui ler o livro. O filme me emocionou mais. Ver o rosto deles emociona qualquer um, ver a batalha de cada dia que ambos passam, suas famílias, são muito fortes as cenas.

Quando leio um livro, tenho o hábito de escrever frases ou capítulos que mais me emocionaram ou me disseram algo. No livro A Culpa é das Estrelas, destaquei alguns:

“A depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que na verdade, ela não é um efeito colateral do Câncer. É um espelho colateral de estar morrendo”. (cap.1)

“A ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor, e ser feito outra vez” (cap. 25).

“Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas: os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas”. (cap. 25)

As passagens que mais me tocaram:

“Este é o problema da dor. Ela precisa ser SENTIDA”. (cap. 4)

“Não se dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo” (Augustus Waters, cap. 25).

“Eu queria mais números do que provavelmente vou ter” (Hazel Grace).

Se aprendi alguma lição no filme e no livro? Com certeza!

Temos tanto e muitas vezes nos queixamos por pequenas coisas. Já passei pela dor de uma perda, tenho uma noção de como é, mas não a noção da dor de um pai ou de uma mãe. A dor tem que ser sentida mesmo! Se vai passar, acho que nunca!  Mas que dela você tem quem tirar algum aprendizado, tenho certeza!

Nunca desista de VIVER! Não viva o passado, nem o futuro, seja feliz HOJE, o AGORA, o amanhã pode estar muito longe! Okay!!

*Lilia Campos é jornalista. | [email protected]

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