Os cadeirantes e a Rua Marechal Deodoro | Por Alberto Peixoto

Shopping a céu aberto na Marechal Deodoro, em Feira de Santana. (Foto: Alberto Peixoto)

Shopping a céu aberto na Marechal Deodoro, em Feira de Santana. (Foto: Alberto Peixoto)

Até quem não possui Necessidades Especiais não consegue transita pelo centro de Feira de Santana. (Foto: Alberto Peixoto)

Até quem não possui Necessidades Especiais não consegue transita pelo centro de Feira de Santana. (Foto: Alberto Peixoto)

LEI FEDERAL N. 7.853, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989 dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.

Qualquer cidadão civilizado entende que se está na lei é para ser respeitado. Este raciocínio indiscutivelmente lógico evidencia uma contradição em Feira de Santana. Você já imaginou um cadeirante “tentando” transitar nas calçadas da Rua Marechal Deodoro? É verdadeiramente impossível, até para as pessoas que não são portadoras de necessidades especiais. Imaginem ainda, os que necessitam usar transporte coletivo.

As calçadas públicas de Feira de Santana foram invadidas por todo tipo de ambulantes, com barracas para vender lanches, CD`s e DVD`s piratas e toda espécie de “muambas”. O descaso com os cadeirantes está explícito não só nesta artéria, como em quase todas as calçadas públicas, principalmente no centro da cidade onde os feirantes privatizaram o espaço público, colocando seus tabuleiros para vender frutas, verduras entre outros produtos. E, para dificultar mais ainda, outra atitude ínfima é a dos que estacionam em vagas destinadas para os Portadores de Necessidades Especiais – PNE – e/ou em rampas de acessos para os cadeirantes, oferecendo obstáculos que impossibilitam o transito não só de cadeirantes, mas de qualquer pedestre.

Está uma calamidade pública. Não dá para andar de cadeira de rodas nas calçadas de Feira de Santana” – protesta a cadeirante Ana Reis – “o ônibus adaptado é uma necessidade urgente” – conclui.

A falta de acessibilidade em algumas calçadas da cidade leva as pessoas e até mesmo os PNE`s, a disputar um espaço com os veículos nas diversas vias do centro da cidade. “Ainda é melhor andar pela rua, mesmo com o risco de ser atropelado. Na calçada temos que ficar tentando descobrir se do outro lado terá acessibilidade. Por que as ruas estão quase sempre melhor adaptadas para a circulação de veículos do que para pedestres? Os pedestres não deveriam ter na calçada uma condição tão boa quanto os veículos têm para circular na rua?” – questiona o cadeirante José Martins.

Com a palavra os gestores municipais, porém, sabe-se que é muito difícil imaginar uma gestão que solucione os diversos problemas que mais afligem a população.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.