Especialistas apontam desafios da Bahia na Reforma Urbana e Infraestrutura

Composição da mesa do 1º Seminário Pensar a Bahia Sustentável.

Composição da mesa do 1º Seminário Pensar a Bahia Sustentável.

No terceiro dia do Seminário Pensar a Bahia Sustentável, realizado nesta sexta-feira (21/02/2014), no Hotel Portobello, em Salvador, as arquitetas Angela Gordilho e Angela Franco falaram sobre a “Reforma Urbana”. Ângela Gordilho ressaltou que a grande tarefa da senadora Lídice da Mata, pré-candidata ao governo baiano, é “na minha concepção muito mais difícil, que é reverter os retrocessos. Você vai encontrar desafios estruturantes, o que é sufocante”, disse. Dentro do contexto de inclusão social, Lídice, na opinião da especialista, teve uma grande visão de juventude ao criar o Programa Cidade Mãe, uma vez que nenhum projeto semelhante foi idealizado e implantado pelo poder público municipal nos últimos 20 anos. “O Cidade Mãe é autossustentável porque mesmo quando não tem dinheiro consegue sobreviver”, explicou.

Em âmbito nacional, Angela Gordilho destacou que o maior ganho da população brasileira no quesito educação são as cotas. “Pessoas inteligentes chegam à universidade, algumas despreparadas, mas chegam. No ensino fundamental e médio não houve avanços. As escolas são verdadeiros depósitos de estudantes”, reiterou.

No período da tarde, lideranças, militantes do PSB e o público externo debateram os temas “As Cidades e o Processo de Integração da Bahia” e “Logística e Infraestrutura”. Para o arquiteto Marcelo Ferraz, quando se fala em construção das cidades é importante refletir até que ponto “os governos primam pelo respeito, conservação e ocupação do espaço público”, pensamento compartilhado pelo sociólogo Antônio Risério: “A política urbana foi entregue pelos governos aos empresários”, frisou.

O diretor- executivo da Associação de Usuários de Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa, falou sobre “Logística e Infraestrutura”, na segunda mesa do dia. O especialista em portos e logística disse que o crescimento da frota de veículos no Estado é assustador ao mostrar que, em 2013, já havia o registro de mais de três milhões de automóveis; no ano 2000 haviam 800 mil veículos na Bahia.

Outro assunto criticado por Villa foi a Ferrovia Oeste Leste. “Corre-se o risco de a Ferroria Oeste Leste significar o mesmo que a Ferrovia de Carajás a São Luiz do Maranhão significou: nada. Lá, o número de empregos são pequenos e não gera riqueza para o estado”, criticou.

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